Ministro diz que Argentina continuará trabalhando com FMI

BUENOS AIRES, 22 Set (Reuters) - A Argentina continuará trabalhando com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para melhorar suas estatísticas, disse neste sábado o ministro da Economia, Hernán Lorenzino, depois de uma advertência da instituição para que o país aperfeiçoe a apuração de seus dados econômicos.

Reuters

22 de setembro de 2012 | 11h46

Na terça-feira o FMI repreendeu a Argentina por não adotar as medidas necessárias para melhorar a qualidade de seus dados de inflação e de crescimento econômico, difundidos pelo órgão estatal de estatísticas, o Indec.

Muitos economistas não ligados ao governo consideram que o Indec manipula seus dados com a finalidade de mostrar uma situação econômica melhor do que a real e de propiciar ao país pagar menos dívida indexada pela inflação.

Na primeira resposta do governo argentino ao FMI, Lorenzino disse que o governo vai "continuar trabalhado com o Indec como vem fazendo", no marco de um projeto em andamento, "que é a migração para um IPC (indicador de preços) nacional".

Os funcionários negam a manipulação de dados, embora os aumentos salariais e os subsídios sociais estejam mais próximos da inflação estimada por analistas particulares, superior a 20 por cento por ano, do que da calculada pelo Indec, que se aproxima dos 10 por cento.

Lorenzino, que esta semana apresentou o projeto orçamentário de 2013 no Congresso, disse ao diário local "Página12" que o governo não pretende recorrer aos mercados internacionais de capital no ano que vem e que os "excedentes" nas reservas do Banco Central poderão ser usados para inversões de capital.

A presidente Cristina Kirchner destinará 7,96 bilhões de dólares das reservas do Banco Central para pagar dívidas a credores privados em 2013, cerca de 40 por cento a mais do que a cifra prevista no orçamento de 2012.

Parte desses fundos terá por finalidade o pagamento de cerca de 4 bilhões de dólares de títulos públicos ligados ao crescimento da economia, que deverão ser afiançados se a economia crescer mais de 3,26 por cento a partir de 2012, como indica o orçamento.

(Reportagem de Helen Popper)

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