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Ministro diz que Farc não entregaram provas de vida dos reféns

Diferente do primeiro resgate, desta vez guerrilheiros não deixaram provas de vida com os libertados

Efe,

27 de fevereiro de 2008 | 16h14

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não entregaram provas de vida de outros seqüestrados à comissão humanitária organizada pelo governo da Venezuela que nesta quarta-feira, 27, recebeu quatro ex-congressistas reféns da guerrilha nas selvas do sul do país, disse o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.   "Entendi que não trazem provas adicionais de sobrevivência", disse Santos ao confirmar à imprensa na capital colombiana que a libertação dos políticos foi concluída sem contratempos.   Uma missão formada por delegados do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia recebeu Gloria Polanco de Lozada, Orlando Beltrán Cuéllar, Luis Eladio Pérez e Jorge Eduardo Gechen em algum lugar de Guaviare, região sul do país.   Os ex-parlamentares, com uma média de seis anos de seqüestro, foram resgatados e transferidos a Caracas em dois helicópteros de socorro venezuelanos, identificados com os emblemas do CICV.   A libertação unilateral é a segunda desde 10 de janeiro, quando as Farc entregaram a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, em uma operação idêntica.   Na época, os rebeldes deixaram nas mãos do comitê de recepção de ambas as políticas provas de vida de 16 das 44 pessoas que ainda faziam parte do grupo de "passíveis de troca".   No entanto, agora a guerrilha não enviou novas provas das 40 pessoas que mantêm cativas, entre as quais estão a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt e três americanos.   "Não temos esta informação (sobre novas provas de vida)", disse o ministro de Defesa colombiano, responsável pela parte nacional da coordenação do esquema iniciado para facilitar a entrega dos quatro seqüestrados e que incluiu uma suspensão de ações militares de doze horas, que expirará às 23h (1h de quinta-feira, no horário de Brasília).   Além disso, Santos fez referência a um comunicado das Farc, divulgado nesta quarta-feira após colocar os ex-congressistas em liberdade, no qual disseram que não farão mais libertações unilaterais de reféns e reiteraram sua exigência de que se desmilitarizem dois municípios do sudoeste da Colômbia.   O ministro considerou que a libertação destes quatro cativos demonstra que não é necessária a desmilitarização de um território para negociar o acordo humanitário ao qual foi condicionada a libertação dos seqüestrados, em troca de 500 rebeldes presos.   "O Governo está mais do que disposto a fazer a troca, mas as Farc sempre utilizaram a troca para ganhar espaço político e tentar desprestigiar o governo", afirmou o titular da Defesa.   No Executivo do presidente Álvaro Uribe, "estamos prontos a fazer a troca, com as condições que colocamos desde o começo", continuou Santos ao aludir que o governante está disposto a facilitar para isso um território de 150 quilômetros quadrados, sem estações de polícia e, preferivelmente, com pouca ou sem população civil.   "De modo que o governo colombiano reitera sua vontade para fazer qualquer tipo de negociação com alvos para troca, mas as Farc têm que dar mostras de querer realmente fazer a troca", disse o ministro da Defesa.

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