Ministro francês anuncia viagem à Colômbia

Ministro de Assuntos Exteriores da França diz que viajará 'em breve' para discutir situação dos reféns das Farc

Agências internacionais,

08 de abril de 2008 | 19h30

O ministro francês de Assuntos Exteriores, Bernard Kouchner, anunciou em comunicado nesta terça-feira, 8, que viajará "em breve para a região" para discutir a situação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "com os dirigentes demais países preocupados". Pouco antes, o governo francês anunciou que a missão humanitária enviada por Paris para socorrer a refém franco-colombiana Ingrid Betancourt "deixará a Colômbia em breve" devido a falta de acordo com as Farc, disse, em nota, o Ministério das Relações Exteriores, segundo a agência France Presse.  Veja também:Farc dizem que missão francesa para reféns 'não é procedente'Brasil pede libertação de Ingrid e demais reféns das FarcIngrid pode não estar tão doente quanto se pensava, diz FrançaCercadas, Farc vêem opções se esgotaremConheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   O anúncio do Executivo, influenciado pela rejeição da guerrilha à missão humanitária preparada para ajudar Ingrid, não especifica qual vai ser o destino de Kouchner. Nesta terça-feira, 7, as Farc afirmaram que "não é procedente" a missão médica iniciada pela França para prestar assistência a Ingrid e a outros reféns em mau estado de saúde.  "A missão médica francesa não é procedente e muito menos quando não é resultado de negociação, mas da má fé de Uribe perante o governo do Palácio do Eliseu e uma mentira desalmada às expectativas dos parentes dos prisioneiros", destacou o comando central da guerrilha. Manter a missão na região "não se justifica pelo momento", diz a nota. "A determinação dos três países (Espanha, Colômbia e Suíça) continua intacta. Seguiremos plenamente mobilizados em favor da libertação de Ingrid Betancourt e dos reféns mais debilitados, numa solução humanitária", conclui.  Os três países, que "tomam nota" da decisão do controle da guerrilha, "lamentam ainda mais" que somente após "uma mensagem das Farc foram informados que a saúde de Ingrid havia se degradado profundamente". A missão conjunta agradece as autoridades colombianas, que desde o começo "deram todas as garantias de segurança e independência". Ingrid Betancourt, uma ex-candidata à Presidência colombiana, permanece em poder das Farc há seis anos. Nos últimos meses, vários governos apelaram para a libertação da refém. "Não agimos sob chantagens nem sob o impulso de campanhas midiáticas", afirmou a guerrilha. "Se no início do ano o presidente Uribe tivesse desmilitarizado Pradera e Florida - localidades do sudoeste - por 45 dias, tanto Ingrid Betancourt quanto os militares e guerrilheiros presos já teriam recuperado sua liberdade, e seria a vitória de todos", acrescentou o comando das Farc.  (Matéria atualizada às 20h05) 

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