Ministro pede que peruanos ignorem 'provocações' chilenas

Em Santiago, parlamentares especularam sobre riscos de conflito bélico por causa de mapa marinho peruano

Agências internacionais,

15 de agosto de 2007 | 18h09

O ministro da Defesa do Peru, Allan Wagner, qualificou como uma "aberração" as declarações de alguns políticos chilenos que advertiram sobre a possibilidade de um conflito armado entre os dois países devido a publicação de um controverso mapa pelo governo peruano. "Não devemos cair nas provocações dos setores chilenos que reagiram de forma desproporcional", disse Wagner nesta quarta-feira, 15, depois de negar que seu país se sinta ameaçado por declarações deste tipo. As palavras do ministro são um novo capítulo de uma disputa iniciada no início da semana depois que o governo peruano publicou um mapa que coloca a fronteira marítima sul do país em uma região considerada território chileno por Santiago. Na noite de terça-feira, 14, alguns parlamentares da oposição chilena especularam sobre riscos de um conflito bélico caso Lima insista em manter a polêmica.  O ministro da Defesa sustentou ainda que o governo peruano está seguro que a Corte Internacional de Haia aceitará a demanda formulada pelo Peru contra o Chile acerca da fronteira marítima.  No domingo, o governo peruano publicou um mapa que coloca sob seu domínio a demarcação chilena, estipulando a região como "área em controvérsia". Segundo o Peru, a publicação é parte de uma estratégia para levar o impasse para a Corte Internacional de Justiça de Haya, na Holanda. A manobra gerou protestos enérgicos do Chile. Nacionalistas Apesar das tentativas do ministro peruano em esfriar as tensões, o congressista nacionalista José Maslucán pediu que Wagner informe seu partido "se as Forças Armadas estão capacitadas para defender nossa soberania e repelir uma eventual agressão". O Congresso peruano aprovou por unanimidade na noite de terça-feira uma moção de apoio "ao Poder Executivo, por meio da chancelaria, de aprovar e registrar o mapa ante a ONU". Embora Lima manifeste que a delimitação fronteiriça com o Chile é um tema pendente, Santiago reiterou que o tema foi encerrado por dois acordos, de 1952 e 1954.

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