Ministro venezuelano diz que Chávez será candidato em 2012

"Não há dúvida" que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, vai se candidatar à reeleição em 2012, apesar de ter retornado a Cuba para prosseguir seu tratamento médico após ser operado para um câncer, disse nesta segunda-feira o ministro das Finanças do país membro da Opep.

DANIEL WALLIS, REUTERS

18 de julho de 2011 | 15h26

A situação política na Venezuela foi abalada pelo anúncio feito por Chávez de que fez uma cirurgia em Havana no mês passado para a retirada de um tumor do tamanho de uma bola de beisebol.

Antes de retornar a Cuba, no sábado, para fazer quimioterapia, o presidente de 56 anos disse que os médicos não encontraram células malignas em seu corpo após a cirurgia. Mas a doença vem motivando dúvidas quanto as condições físicas de Chávez para governar o país de 29 milhões de habitantes.

"Acho que não há dúvida de que o presidente estará presente nas eleições de 2012 e por muitos anos depois disso", disse o ministro das Finanças, Jorge Giordani, em entrevista à TV estatal.

Chávez vem resistindo a exigências da oposição de que entregue a presidência temporariamente durante sua ausência do país. Em vez disso, o líder socialista delegou alguns poderes, incluindo as questões orçamentárias, para Giordani e o vice-presidente Elias Jaua.

Chávez, cujo carisma e imagem de invencibilidade o ajudaram a ganhar várias eleições, está visivelmente enfraquecido enquanto planeja sua campanha de reeleição.

Ele não revelou que tipo de câncer tem, nem exatamente por quanto tempo ficará fora do país desta vez. No sábado ele disse que estaria pronto para voltar à Venezuela outra vez "em alguns dias".

As declarações que deu no fim de semana parecem indicar que o câncer não se espalhou para outras partes do corpo, o que dificultariam o tratamento e o tornaria mais perigoso.

Uma fonte próxima da equipe médica de Chávez na Venezuela disse à Reuters que o presidente sofre de um câncer do cólon que vai exigir meses de quimioterapia. Essa versão não foi confirmada.

Políticos oposicionistas dizem que a ausência do presidente na Venezuela para ficar em Havana, onde Chávez é hóspede do ex-líder cubano Fidel Castro, seu amigo e mentor político, põe a segurança do país em risco.

Desde que chegou à presidência, em 1999, Chávez se tornou conhecido por lançar desafios irônicos frequentes aos EUA, pelas aquisições no setor petrolífero nacional e a nacionalização de partes importantes da economia do país.

Quando a doença se manifestou, Chávez estava se aquecendo para lançar sua candidatura a outro mandato de seis anos, nas eleições do próximo ano. Ele ainda é o único candidato declarado na eleição. Mas, inevitavelmente, perguntas vêm sendo feitas sobre suas condições de saúde.

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