Ministros da A. Latina têm preocupação com alta dos alimentos

Os ministros da Economia da AméricaLatina expressaram no domingo sua preocupação com a alta dospreços de alimentos e pediram ao Banco Mundial e ao FMI quebusque saídas para o problema, que está gerando pressõesinflacionárias e fome ao redor do mundo. O fenômeno gerou violentos protestos no Haiti, o país maispobre da região, que culminaram na demissão doprimeiro-ministro Jacques Edouard Alexis, no sábado. O ministro da Economia da Argentina, Martín Lousteau,defendeu que o Banco Mundial ofereça novas linhas definanciamento e serviços de consultoria para ajudar os países afazer frente ao problema de abastecimento, que afetamprincipalmente as camadas mais pobres da população. "O banco tem um papel importante na hora de aprovar medidasde emergência e ajudar os países a aumentar a produção agrícolae a produtividade do setor", disse Lousteau em um comunicado,falando em nome da Argentina, do Chile, do Paraguai, do Peru edo Paraguai. O aumento dos preços dos alimentos e da energia, ainstabilidade econômica global e a reforma do sistema de cotasdos 185 países membros são os assuntos que dominaram a agendados encontros de primavera do Fundo Monetário Internacional(FMI) e do Banco Mundial, que terminaram no domingo. "Os altos preços da energia e dos alimentos parecem quechegaram para ficar", disse o ministro de Finançasguatemalteco, Juan Alberto Fuentes Knight. "O Banco Mundial deveria oferecer um campo maior deprodutos a seus países-clientes, para que administrem os riscosassociados com o crescente aumento nos preços das commodities ecom a volatilidade", acrescentou. Knight falou em nome da Costa Rica, El Salvador, Guatemala,Honduras, México, Nicarágua, Espanha e Venezuela. Para o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, aprioridade, a longo prazo, seria desenvolver a agricultura, masisso deveria ser equilibrado com a atenção à infra-estrutura eao acesso à energia, que também são fundamentais para erradicara fome e a pobreza.

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