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Ministros da Defesa da Unasul pedem fim de embargo a Cuba

Reunião no Chile condena bloqueio; boas relações entre EUA e AL dependem do fim das restrições, diz Jobim

Reuters

10 de março de 2009 | 15h34

Os ministros da Defesa sul-americanos reunidos no Chile pediram nesta terça-feira, 10, que os Estados Unidos levantem o longo embargo econômico contra Cuba como forma de melhorar os laços da potência com a América Latina. Os ministros da Defesa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) esperam que o presidente dos EUA, Barack Obama, reverta o embargo com o qual administrações anteriores tentaram durante 47 anos forçar uma mudança no sistema comunista de Cuba.   Veja também: Jornalistas do 'Estado' comentam reunião do Conselho de Defesa  Ministros da Defesa se reúnem no Chile. Foto: Efe   "Creio que há um ponto fundamental, para que os Estados Unidos tenham uma boa relação com a América do Sul (...) é importante mudar a política com relação a Cuba", disse a jornalistas o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.   "A condição de mudança na relação dos Estados Unidos com Cuba é condição para uma nova apresentação dos Estados Unidos diante da América do Sul", acrescentou, no marco da primeira cúpula de ministros no Conselho de Defesa Sul-americano da Unasul. Obama é o primeiro presidente dos Estados Unidos que se manifestou aberto a dialogar com as autoridades de Cuba, depois de meio século.   "Vemos hoje as condições favoráveis com o novo presidente dos EUA para que esta situação injusta e discriminatória acabe", disse Nilda Garré, ministra da Defesa da Argentina, que lembrou também que Cuba não está presente em fóruns internacionais, como a OEA. A presidente chilena e atual presidente da Unasul, Michelle Bachelet, condenou o embargo que os EUA mantêm a Cuba em visita recente a Havana, outros governos latinoamericanos fizeram o mesmo.   "Hoje (Cuba) não representa nenhum problema de segurança aos EUA e a política dos EUA em relação a Cuba está mais determinada pelo lobby de pressão interna cubana norte-americano, que por análises puras", afirmou o ministro de Defesa uruguaio, José Bayardi. Bayardi acrescentou, no entanto, que não faria referência sobre o tema na declaração final da reunião dos ministros, na terça-feira.

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