Ministros devem acertar visita de Cristina Kirchner ao Brasil

Encontro entre Relações Exteriores do Brasil e da Argentina pode discutir visita de candidata à presidência

Marina Guimarães, da Agência Estado,

03 de agosto de 2007 | 14h20

A agenda da reunião entre os chanceleres da Argentina e do Brasil, na tarde desta sexta-feira, 3, em Brasília, será aberta, mas um dos principais assuntos será sobre os detalhes de uma visita que a candidata à presidência das eleições argentinas, Cristina Fernández, pretende fazer ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes diplomáticas brasileiras, "a reunião estava prevista há muito tempo e faz parte do programa de encontros periódicos que os chanceleres mantêm". Porém, uma fonte da diplomacia argentina admitiu que Taiana tem a missão de preparar a viagem da primeira dama e candidata ao Brasil. Em sua campanha presidencial, Cristina já visitou a Venezuela, o Equador, a França e o México. A candidata deixou o Brasil, o principal sócio do Mercosul, para uma data mais próxima das eleições. A foto de campanha com Lula tem bons créditos entre os eleitores argentinos.   A data para a viagem ainda não está marcada e, provavelmente, será definida nesse encontro entre Taiana e o chanceler brasileiro Celso Amorim. A reunião entre os dois chanceleres ocorre um dia depois do final da visita oficial de três dias que o presidente Néstor Kirchner realizou ao México, onde se reuniu com o presidente Felipe Calderón.   Kirchner foi à capital asteca faltando poucos dias para a visita de Lula ao país, o que foi interpretado como uma intenção argentina de "marcar território". Esse encontro poderia servir para aliviar alguma tensão provocada pela atitude de Kirchner que foi vista com "atenção" por parte do governo brasileiro, como definiu uma fonte. Uma reunião com agenda aberta entre chanceleres ocorre entre países aliados e com "muito boa relação" como é o caso da Argentina e Brasil, como descreveu a fonte. Então, pode entrar nessa discussão, assuntos como a visita de Hugo Chávez à Buenos Aires na próxima segunda-feira. A relação entre Lula e Chávez está no freezer há meses, desde os ataques venezuelanos contra o Congresso brasileiro e a pressão para que o Brasil aprovasse a adesão plena da Venezuela ao Mercosul. Outro ponto de destaque da conversa seria a lei brasileira que permite a instalação de 17 novas zonas francas no Centro e Nordeste do Brasil. O assunto está gerando muitas reclamações por parte dos empresários argentinos e o governo local poderia fazer um pedido formal de explicações sobre o mesmo.

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