Missa é celebrada em Cuba para pedir liberação de Betancourt

Um sacerdote colombiano que trabalha emCuba celebrou nesta quarta-feira uma missa pedindo a libertaçãode Ingrid Betancourt, depois que a maior guerrilha esquerdistada Colômbia, as Farc, negou o pedido de cuidado médico àex-candidata presidencial. Aproximadamente cem pessoas, entre cubanos e colombianos,oraram na missa celebrada em uma igreja no centro de Havana. "Nós queremos pedir a Deus que ele toque os corações dosque a sequestraram para que a liberem ou que permitam entrar osmédicos. Estamos angustiados por que não sabemos nada sobreela", disse Noel Mojica, sacerdote colombiano que celebrou amissa. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)recusaram uma missão médica enviada pela França que seinstalaria na selva colombiana para tratar a refém de 46 anos. Betancourt, que tem dois filhos, faz parte de um grupo de40 reféns políticos que as Farc buscam trocar com o governo deAlvaro Uribe por 500 rebeldes encarcerados. Mojica, de 71 anos, disse que o sequestro e o estado desaúde de Betancourt representavam "uma dor muito grande". "Celebramos esta missa para pedir por paz na Colômbia (...)pela libertação dos sequestrados, e em especial pela libertaçãode Ingrid Betancourt. Acreditamos que o caminho é a paz e areconciliação", acrescentou. Um dos praticantes da cerimônia religiosa, Álvaro Jácome,colombiano que reside em Cuba, disse que Betancourt "é umsímbolo (...) que nos sensibilizou sobre o tema dossequestrados, e é também um a tragédia que nos envergonha". A missa foi convocada por um grupo de ativistas colombianosresidentes na ilha. Jácome disse que a missa era um exemplo de que "há umamaneira de reconstruir o país através de gestos de paz e não deatos de violência". A França, com a autorização do Governo de Uribe mas sem oaval das Farc, enviou a Bogotá, na semana passada, um aviãocom uma equipe médica depois de que se divulgaram informaçõesde que a ex-candidata presidencial, sequestrada em fevereiro de2002, estava gravemente doente e corria perigo de morte. Na terça-feira o governo francês ordenou o regresso damissão depois que as Farc a recusaram, sepultando a esperançade uma rápida libertação da política. (Reportagem de Nelson Acosta)

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