Missão da OEA que visitará Honduras terá Canadá e México

Grupo contará também com Costa Rica, Jamaica e República Dominicana, além de mais um país não confirmado

Efe,

07 de agosto de 2009 | 17h59

Canadá, Costa Rica, Jamaica, México e República Dominicana integrarão a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que visitará Honduras para persuadir o novo Governo a aceitar a proposta do presidente costarriquenho, Óscar Arias, para resolver a crise política hondurenha, disse nesta sexta-feira, 7, uma fonte oficial. A vice-chanceler de Honduras, Martha Alvarado, assegurou que, além desses cinco países, ainda resta confirmar a participação de outro Estado na missão de chanceleres que a OEA enviará a solo hondurenho.

 

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O organismo internacional informou que a missão chegará na terça-feira, ao meio-dia, a Honduras, informou o organismo regional. Seu seu objetivo é persuadir o Governo de Roberto Micheletti a aceitar o chamado Acordo de San José, promovido pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias.

 

"Já temos os nomes dos países que aceitaram (integrar a delegação): temos Canadá, temos Jamaica, temos República Dominicana, temos México, Costa Rica, e há um pendente que ainda não sabemos se vai participar", explicou Alvarado à imprensa. "Isto é um balanço muito mais interessante para Honduras quanto à nossa problemática", informou a vice-chanceler.

 

O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou que é bem-vinda a missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) que visitará o país para dialogar sobre a crise política originada pela derrubada de Manuel Zelaya. "Bem-vindos sejam todos os cidadãos que venham a perceber o que realmente está acontecendo em Honduras ou o que aconteceu do dia 28 de junho até agora", data em que os militares expulsaram Zelaya do país, disse Micheletti em entrevista coletiva na residência oficial da Presidência hondurenha.

 

Para Micheletti, a presença da missão pode ajudar a resistir à "campanha" internacional segundo a qual, disse o presidente de fato, há em Honduras "todos os dias mortos por assuntos políticos e prisões cheias de opositores".

 

Os membros da missão "virão com a liberdade que corresponde a um país democrático e poderão ir a todas as prisões, à Promotoria, além de revisar todos os documentos necessários para esclarecer esta situação", afirmou Micheletti. No entanto, o novo governante hondurenho advertiu que "as pessoas que vêm não darão nenhuma ordem ao país, porque ninguém vem a nosso país para dar ordens".

 

De acordo com Alvarado, a missão seria integrada pelos chanceleres Lawrence Cannon (Canadá), Bruno Stagno (Costa Rica), Kenneth Baugh (Jamaica), Patricia Espinosa (México) e Carlos Morales Troncoso (República Dominicana). Com a presença deles em Honduras, acrescentou, "são países que já terão uma visão direta da situação hondurenha, que vão poder se desdobrar (e dialogar com) os magistrados, os deputados, a Igreja, a população e poder ter já um filtro muito mais equitativo e objetivo na crise hondurenha".

 

Na quinta-feira, 6, Alvarado disse que o Governo de Roberto Micheletti rejeitava a inclusão de países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) nessa missão da OEA. Honduras aderiu ao mecanismo em 2008, no Governo do presidente deposto Manuel Zelaya, cuja derrubada, em 28 de junho, por parte dos militares originou a grave crise política que vive o país.

 

Os membros desse grupo "estão desqualificados para ser parte de uma missão de observação em Honduras", porque "parte do problema" que Honduras atravessa após a deposição de Zelaya "são os países da Alba", ressaltou a vice-chanceler na quinta-feira.

 

Em breve comunicado, a OEA disse que a comissão visitará Honduras na próxima semana para "promover o restabelecimento da ordem democrática na nação centro-americana", que atravessa uma profunda crise política por causa do golpe de Estado de 28 de junho que derrubou e expulsou do país o presidente Manuel Zelaya.

 

A missão de chanceleres tentará que o Governo de fato de Honduras assine o Acordo de San José, que contempla um Governo de unidade e reconciliação nacional liderado pelo presidente deposto, a antecipação das eleições, uma anistia geral para os crimes políticos e uma comissão da verdade, entre outros aspectos.

 

Insulza disse que buscará um "adequado equilíbrio" na composição da missão de chanceleres, para que integre membros dos diferentes grupos regionais da América Latina, e também não queria que mais de seis ministros de Exteriores viajassem a Honduras.

 

O novo Governo hondurenho disse que está aberto a receber a missão de chanceleres da OEA.

Porém, destacou a necessidade de que seja "imparcial" e fixou como exigência que não inclua nenhum chanceler dos países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), algo que o organismo parece ter levado em conta na hora de confirmar a missão de alto nível.

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