Missão de chanceleres da OEA chega a Honduras

Representantes buscam solução para crise política instalada no país após golpe de Estado em junho

Efe,

24 de agosto de 2009 | 13h38

O grupo de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegou nesta segunda-feira, 24, a Honduras em busca de uma solução política à crise após a deposição do presidente Manuel Zelaya.

 

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A delegação chegou à base aérea Hernán Acosta Mejía, em Tegucigalpa, em um avião da Força Aérea americana por volta das 8h40 local (11h40 de Brasília), e foi a um hotel em automóveis da Embaixada dos EUA em Honduras.

 

Os chanceleres se reunirão entre segunda e terça-feira com instâncias públicas, como o Ministério Público, o Parlamento e a Corte Suprema de Justiça, a fim de impulsionar a assinatura o acordo promovido pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, como mediador no conflito hondurenho.

 

A agenda da missão de alto nível inclui também encontros com representantes das igrejas católica e evangélicas, empresários, trabalhadores, candidatos presidenciais e organizações da sociedade civil, indicou a OEA, em comunicado emitido na sexta-feira em Washington.

 

A delegação é formada pelo secretário de Estado do Canadá para Assuntos Exteriores no continente americano, Peter Kent, e pelos chanceleres da Argentina, Jorge Taiana; da Costa Rica, Bruno Stagno; da Jamaica, Kenneth Baugh; do México, Patricia Espinosa; da República Dominicana, Carlos Morales Troncoso; e do Panamá, Juan Carlos Varela.

 

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, acompanha o grupo, apesar das pressões iniciais do governo golpista de Roberto Micheletti para que não fizesse isso, por considerar que era parcial a favor de Zelaya no conflito.

 

A proposta de Arias contempla a criação de um governo de unidade e reconciliação nacional liderado por Zelaya, a antecipação das eleições, uma anistia para os delitos políticos e uma comissão da verdade e outra de verificação, entre outros aspectos. No entanto, Micheletti, que foi designado pelo Parlamento depois que os militares expulsaram Zelaya do país, em 28 de junho, rejeita a reinstalação do deposto governante.

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