Missão diplomática brasileira para Bolívia segue indefinida

Brasil disponibiliza equipe para mediar negociação entre governo e oposição, mas sem previsão de envio

Sandra Manfrini, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2008 | 13h58

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, está em Brasília e acompanha o desenrolar da crise na Bolívia em seu gabinete no Palácio do Planalto. Ainda não há, segundo a assessoria de Garcia, nenhuma definição quanto ao possível envio de uma missão disponibilizada pelo governo brasileiro para a mediação entre a oposição e o governo e Evo Morales.  Veja também:Estados Unidos expulsam embaixador venezuelano Governo boliviano propõe diálogo com oposição  Bolivianos bloqueiam fronteira com o Brasil em MS  Chávez expulsa embaixador dos EUA da Venezuela Conflito deixa 8 mortos e Evo diz que 'paciência tem limite'Lula expressa apoio a Evo diante da crise na BolíviaEntenda os protestos da oposição na BolíviaEnviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia Imagens das manifestações   Garcia disse na quinta-feira, em entrevista coletiva, que para facilitar o diálogo do governo boliviano com a oposição, o Grupo de Amigos da Bolívia (Brasil, Argentina e Colômbia) e também o Chile se colocaram à disposição de Evo Morales para essa intermediação. Um avião da Força Aérea Brasileira estaria pronto para decolar de Brasília para levar autoridades a La Paz, que estariam apenas aguardando o "momento oportuno", para embarcar. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que está se recuperando de uma pequena cirurgia no Rio de Janeiro, tem mantido "contato permanente" com o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, para acompanhar os acontecimentos, segundo informações da assessoria de imprensa do Itamaraty. Apoio do Equador e Peru O Equador observa com "extrema preocupação o clima de violência e desconhecimento da institucionalidade democrática que afeta a Bolívia nos últimos dias", declarou nesta quinta-feira a chancelaria em um comunicado que pede respeito ao governo de Evo e o fim da violência no país. "Apesar do respaldo significativo que Evo Morales obteve nas urnas em 10 de agosto, grupos que apóiam a violência, de ação antidemocrática, continuam a desafiar a lei e desconhecer a legítima autoridade do governo nacional", continua a nota.  Diante da crise, o Executivo do Equador "faz um novo pedido de respeito à democracia, à institucionalidade e à legitimidade do governo do presidente Evo Morales, assentadas na Constituição da Bolívia e respaldadas por instrumentos internacionais." "Obviamente o presidente Evo Morales tem o apoio irrestrito, suponho que falo em nome de toda América Latina, ou pelo menos do Equador e do Peru", declarou o presidente equatoriano Rafael Correa em coletiva de imprensa, após se reunir com o chefe de Estado do Peru, Alan García. Por sua vez, o líder peruano reiterou o "respeito" conjunto "ao regime democrático da Bolívia". "Naturalmente rechaçamos a violência e qualquer esforço separatista que rompa a integridade nacional", declarou García, pedindo "o diálogo para superar impasses." (Com informações da Efe)  

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