Missão francesa de resgate é 'complicada', diz Chávez

Líder venezuelano pede para Colômbia e EUA 'gestos' para reativar o processo de troca humanitária com as Farc

Efe,

04 de abril de 2008 | 02h20

"O presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou nesta quinta-feira, 3, de "extremamente complicada" a missão humanitária ativada pela França para resgatar Ingrid Betancourt. Ele pediu aos governos da Colômbia e dos Estados Unidos "um conjunto de gestos" para reativar o processo de troca humanitária colombiana. Veja também:Senadora revela prova de vida de ex-congressista refém das FarcRebelde colombiano descarta libertação unilateral de refénsHospital colombiano é preparado para receber IngridConheça a trajetória de Ingrid Betancourt  Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região    "A situação está muito, muito, muito complicada, extremamente complicada", disse Chávez em discurso nacional, no qual atribuiu a ausência de uma resposta positiva para a França por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) à "falta de confiança" no Governo colombiano. "Tomara que essa missão humanitária chegue, mas onde vai chegar, onde?", questionou o chefe de Estado venezuelano, que reiterou sua disposição de "colaborar" para a libertação de Betancourt e de todos os reféns das Farc. O líder venezuelano opinou que "faria falta um conjunto de gestos do Governo da Colômbia, do Governo dos Estados Unidos, que permitam reativar a troca humanitária" na Colômbia. As Farc notificaram nesta quinta-feira, através de seus porta-vozes Rodrigo Granda e Jesús Santrich, que não libertarão de maneira unilateral outros reféns a não ser mediante a negociação de um acordo de troca em uma zona desmilitarizada. Chávez afirmou que em uma recente conversa telefônica sobre o caso de Betancourt, recomendou a seu colega francês, Nicolas Sarkozy, que "fale" com o presidente dos EUA, George W.Bush, que "tem muito a ver" com o conflito colombiano. O presidente venezuelano insistiu que Bogotá segue ordens de Washington em seu processo "de conflito" contra a guerrilha, e inclusive colocou outorgar "beligerâncias" às Farc para que o conflito colombiano seja solucionado mediante a negociação política entre os insurgentes e o Governo. Chávez revelou que Sarkozy pediu a ele que entrasse em contato com o guerrilheiro "Ivan Márquez" para facilitar o resgate da ex-candidata presidencial colombiana, que também tem nacionalidade francesa, mas que se negou a fazê-lo para não facilitar a "caçada de um homem". "Pede-me (Sarkozy) que faça um contato com 'Ivan Márquez'. Andam caçando (o guerrilheiro), eu não posso me prestar para a caçada de um homem (...) para que logo em seguida cheguem as bombas inteligentes", disse o governante venezuelano. Chávez assinalou que lembrou a Sarkozy que já pediu publicamente a "Marulanda" que liberte Betancourt em atenção a seu delicado estado de saúde. O presidente venezuelano reiterou que "estaria disposto" a ir junto com seu colega francês na procura de Betancourt e outros reféns da guerrilha.

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