Missão humanitária segue para Cali nesta 4ª para resgatar refém

Helicópteros brasileiros viajam para terceira etapa das libertações unilaterais; ex-deputado será solto na quinta

Agências internacionais,

04 de fevereiro de 2009 | 13h32

A missão humanitária integrada pela Cruz Vermelha e pela senadora Piedad Córdoba viaja nesta quarta-feira, 4, a Cali para receber na quinta-feira o ex-deputado Sigifredo López, que será o sexto refém libertado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nesta recente operação. As Farc entregarão o ex-deputado em algum lugar das selvas do litoral do oceano Pacífico, no sudoeste do país, segundo foi antecipado por Piedad, escolhida pela guerrilha para receber os seis reféns.   Veja também: Após libertações, Uribe diz que não se deixará enganar por Farc Alan Jara acusa Uribe de não fazer nada por reféns das Farc Farc prometem libertação de seus últimos reféns políticos Cronologia dos sequestrados das Farc Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região   Jornalistas analisam participação do Brasil    As Farc libertaram na terça, numa zona rural do Departamento (Estado) de Guaviare, 90 km a sudeste de Bogotá, o ex-governador do Departamento de Meta, Alan Jara, pondo fim a sete anos de cativeiro. A operação durou mais de cinco horas. O helicóptero, devidamente identificado com o emblema da Cruz Vermelha, pousou no aeroporto de Villavicencio trazendo a bordo Jara e os membros da equipe. A Cruz Vermelha informou ainda na terça-feira ao governo colombiano onde deve receber Sigifredo López, pedindo para que as operações militares sejam suspensas na região do resgate.   Após o resgate, o ex-governador afirmou que nem o governo do presidente Álvaro Uribe nem os rebeldes querem a paz no país. Segundo ele "as Farc não estão acabadas mesmo" e, enquanto houver pobreza e o cultivo de drogas ilícitas no país, haverá jovens candidatos a ingressar na guerrilha, como meio de sobrevivência. "Parece que ao presidente Uribe convém a situação de guerra vivida no país e parece que as Farc, e esta é a perversidade, gostam que Uribe esteja no poder porque sempre ocorrem fatos em uma ou outra direção que apontam para o mesmo: que o intercâmbio (de reféns por rebeldes presos) não avance, nem a possibilidade do diálogo político", afirmou Jara.   Uribe visitou na noite de terça-feira Jara e sua família, na casa dele, onde assegurou que respeita as declarações de Jara. "O que queremos é que se sinta alegre com seus compatriotas", disse o presidente. Uribe fez novo chamado às Farc: "Estamos prontos para a paz, não para o engano. Estamos prontos para o acordo humanitário, não para reforçar o terrorismo."   O presidente afirmou que as forças oficiais manterão o "cerco humanitário", mecanismo para pressionar a guerrilha, para que seja obrigada a libertar mais de 20 reféns das forças de segurança, alguns deles há 11 anos sequestrados. "Tenho a responsabilidade com os colombianos de não deixar nos enganar pelos terroristas", disse o presidente.

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