Missão para libertar Ingrid pode deixar a França nesta quarta

Uribe disse que aceita suspender operações militares contra as Farc para permitir envio da missão humanitária

Efe,

02 de abril de 2008 | 08h03

A "missão humanitária" que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, decidiu enviar à Colômbia para tentar a libertação de Ingrid Betancourt deve deixar a França nesta quarta-feira, 2, ou na quinta-feira, informou a radio France Info. A missão para resgatar a refém, que tem dupla cidadania colombiana e francesa, será integrada por duas pessoas, precisou a emissora, citando fontes do Palácio do Eliseu.   Veja também: Lula presta solidariedade ao pedido pela libertação de Ingrid Ingrid Betancourt está perto da morte, diz Sarkozy  Assista ao pronunciamento de Sarkozy Marido de Ingrid faz apelo a Lula para libertação da refém Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt  Por dentro das Farc  Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região      Em conversa telefônica na terça-feira, 1, com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, Sarkozy anunciou sua intenção de enviar uma "missão humanitária para entrar em contato com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e conseguir acesso" a Ingrid, que está em "risco de morte iminente", indicou o Palácio do Eliseu em comunicado. A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, está seqüestrada há mais de seis anos pelas Farc.   Segundo a BBC, Uribe afirmou durante a conversa que aceita suspender as operações militares contra as Farc para permitir o envio da missão humanitária francesa para dar assistência médica à refém. "Uma vez que nossas autoridades competentes tenham sido informadas pela missão humanitária sobre as coordenadas do local por onde devem ingressar para proteger a saúde, que se deteriora, dos seqüestrados.... nós, para facilitar o trabalho dessa missão humanitária, suspenderemos nesse local as ações militares", afirmou Uribe.   Greve de fome   Astrid Betancourt, irmã de Ingrid, afirmou nesta quarta-feira, 2, que não acredita que a refém esteja em greve de fome, como indicaram algumas fontes nos últimos dias. Em entrevista à rádio France Info, Astrid disse que Ingrid pode ter rejeitado os alimentos por problemas de saúde, mas que ela não teria tomado a decisão voluntária de deixar de comer para morrer.   "Uma coisa é certa: no vídeo de 24 de outubro que vimos em 30 de novembro comprovamos que o estado de saúde da minha irmã não era bom. Na carta que enviou a minha mãe dizia que tinha problemas para se alimentar, o que não quer dizer que esteja fazendo uma greve de fome", disse.   Astrid assegurou que "Ingrid não se deixará morrer", porque "ama seus filhos, sua mãe e a si mesma". "A greve de fome não faz sentido, nada nos permite concluir que ele tenha iniciado uma greve de fome. Na carta (que enviou a sua mãe) só há palavras de esperança", assinalou.   O presidente do Comitê de Apoio a Ingrid Betancourt em Paris, Arnaud Mangiapan, assegurou na terça-feira que "segundo fontes relativamente seguras (a refém) iniciou uma greve de fome no dia 23 de fevereiro", uma informação que também foi divulgada por parte da imprensa colombiana.   (com BBC Brasil)

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