Missão para receber reféns na Colômbia ainda espera coordenadas

Os dois helicópterosenviados à Colômbia pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez,para transportar três reféns que as Farc prometeram liberar,incluindo uma criança, continuavam em terra no sábado à esperade coordenadas do local de entrega.Mais de uma semana depois da promessa de libertar as políticasConsuelo González e Clara Rojas e o filho de Rojas, Emmanuel, ogrupo rebelde ainda não revelou o local exato onde será feita aentrega dos reféns para uma missão internacional organizadapela Venezuela. "Ainda não temos informações e, quando recebermos, devemoscoordenar com o Ministério da Defesa as garantias de segurançapara a missão", disse Barbara Hintermann, chefe da delegação daCruz Vermelha Internacional na Colômbia. A falta de informações está produzindo incertezas sobre ahora e o dia da segunda fase da operação e sua finalização. Os dois helicópteros MI 17, com os emblemas do ComitêInternacional da Cruz Vermelha, permaneciam no sábadoestacionados no aeroporto de Vanguardia na cidade deVillavicencio. Em Caracas, observadores internacionais dos governos daArgentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Equador, França e Suíçaestavam à espera de coordenadas de onde será feita entrega parase dirigirem ao local. González, de 57 anos, e Rojas, de 44, foram sequestradaspelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) hácerca de seis anos e permanecem em cativeiro devido às posiçõesinflexíveis nas negociações para a troca de 47 reféns por 500rebeldes presos. Emmanuel, o filho de Rojas, que nasceu em cativeiro, frutode um relação com um guerrilheiro, se converteu em um símbolode esperança para os sequestrados. Devido ao fim dos contatos entre o presidente Alvaro Uribee as Farc, a intervenção de Chávez e da comunidadeinternacional abriu possibilidades de libertações futurasincluindo os quatro reféns famosos: a ex-candidata àPresidência Ingrid Betancourt e três norte-americanos.

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