Missão venezuelana espera coordenadas para recolher reféns

A expectativa é que eles sejam libertados ainda neste sábado

Efe,

29 de dezembro de 2007 | 02h56

A frota venezuelana que vai recolher os três seqüestrados a serem libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) já chegaram à cidade colombiana de Villavicencio, de onde partirão neste sábado rumo a um ponto indicado pela guerrilha para encontrar os reféns.  Veja também:Falta de garantia para Farc dificulta resgate, diz GarciaCronologia: do seqüestro à liberdade Os dois helicópteros MI-17 levam os símbolos da Cruz Vermelha Internacional. Eles aterrissaram ao entardecer desta sexta-feira no aeroporto Vanguardia, na capital do departamento de Meta. A cidade foi escolhida como base para a operação em solo colombiano por sua proximidade com as selvas do sudeste do país. A bordo, além da tripulação, estavam o vice-chanceler venezuelano para a América Latina e o Caribe, Rodolfo Sanz, e dois funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), um francês e um espanhol. Sanz se reuniu com o comissário para a Paz do Governo colombiano, Luis Carlos Restrepo. Os dois acertaram os detalhes da segunda fase da operação humanitária, que começará neste sábado. Os dois não revelaram detalhes do plano. Espera-se que as Farc entreguem as coordenadas do lugar onde serão libertados a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, estimou na sexta que a libertação poderá ser ocorrer ainda neste sábado. "A segunda fase poderia ser amanhã (sábado). Faltam ajustar alguns detalhes (...) tomara que amanhã possamos completar a operação" disse.  Os três serão entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e ao governo da Venezuela. A operação envolve fiadores de sete países: Brasil, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, França e Suíça. Eles chegarão à Colômbia também neste sábado, a bordo de aviões venezuelanos. A segunda fase será coordenada pelo CICV, que receberá todas as facilidades para que a operação de recepção dos seqüestrados seja bem sucedida, disse Restrepo. Ele confirmou que os helicópteros com os reféns seguiriam diretamente para a Venezuela após o resgate, para serem recebidos pelo presidente venezuelano. Em suas declarações à imprensa, o comissário de Paz explicou também que a Venezuela pediu que o governo da Colômbia estabeleça um período de tempo para a missão humanitária. "O interesse do presidente Álvaro Uribe e das Forças Militares colombianas é que os seqüestrados voltem para casa e que a missão humanitária termine com sucesso", afirmou Restrepo. Sanz manifestou sua confiança no resultado da missão e nas boas relações entre seu país e Colômbia Rojas e a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, foram seqüestradas em fevereiro de 2002. Perdomo está em cativeiro há pouco mais de seis anos. A segurança no aeroporto de Villavicencio foi reforçada. O sistema hospitalar da cidade e o de dois municípios vizinhos, Restrepo e Acácias, estão em alerta amarelo. A Defesa Civil colombiana informou que cerca de 100 socorristas indígenas que conhecem as selvas do sudeste colombiano poderiam ajudar na operação. O chefe do serviço do departamento de Meta, coronel Jorge Díaz Martínez, ativou o Grupo Aéreo de Resgate. O grupo, que conta com um helicóptero de apoio UH-60, é integrado por 12 voluntários, entre eles médicos e especialistas em resgates. Eles estão prontos "para atender a qualquer necessidade", destacou Díaz Martínez.

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