Ramon Espinosa/AP
Ramon Espinosa/AP

Missionários americanos libertados no Haiti chegam aos EUA

Grupo foi acusado de sequestrar crianças ao tentar levá-las à República Dominicana; duas permanecem detidas

Associated Press,

18 de fevereiro de 2010 | 07h44

Oito dos dez missionários americanos presos no Haiti por tentar sequestrar 33 crianças foram libertados nesta quinta-feira, 18, quase três semanas depois de o grupo ser detido na fronteira do país atingido pelo terremoto com a República Dominicana, e já estão nos EUA.

 

O avião da Força Aérea dos EUA que levava os americanos pousou no aeroporto internacional de Miami por volta da meia-noite local, segundo o tenente Kenneth Scholz. Sete deles foram diretamente para um hotel dentro do aeroporto sem parar para responder a perguntas de jornalistas.

 

Na quarta-feira, um juiz haitiano havia libertado os oito missionários alegando que os pais das crianças testemunharam que passaram a guarda de seus filhos voluntariamente para os americanos, que prometeram uma vida melhor às crianças. "Os pais lhes entregaram seus filhos voluntariamente", disse o juiz Bernard Saint-Vil.

 

Segundo o juiz, porém, a líder do grupo, Laura Silsby, e outra missionária, Charisa Coulter, ainda devem ser interrogadas, já que entraram no Haiti procurando obter a guarda de crianças órfãs.

 

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Diplomatas americanos foram buscar os missionários na cadeia e posteriormente os levaram para a embaixada dos EUA no país. Momentos depois, o avião já decolava em direção a Miami.

 

Os missionários foram acusados por sequestro, já que tentaram levar 33 crianças haitianas para a República Dominicana sem permissão no dia 29 de janeiro. A detenção do grupo ocorreu pouco depois de autoridades pediram uma paralisação nos processos de adoção no Haiti para evitar o tráfico de crianças. Segundo os americanos, eles estavam em uma missão voluntária para levar as criança a um orfanato no país vizinho.

 

As duas missionárias ainda estão detidas porque devem ser interrogadas sobre atividades anteriores no Haiti que realizaram em dezembro. A audiência pode acontecer ainda nesta quinta, mas o estado de saúde de Charisa, que é diabética, tem piorado, o que pode adiar o interrogatório.

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