Mockus reconheceque falta de alianças teve peso em derrota para Santos

Candidato do Partido Verde se culpa por 'preconceitos injustos' e diz que 'política se faz aliando-se'

Efe

21 de junho de 2010 | 13h19

BOGOTÁ - O candidato presidencial do Partido Verde, Antanas Mockus, admitiu nesta segunda-feira, 21, que seus preconceitos com as alianças políticas tiveram boa parte de responsabilidade na ampla derrota eleitoral que sofreu ante Juan Manuel Santos.

 

Em uma entrevista com Caracol Radio, Mockus disse que a campanha política que culminou ontem com o triunfo de Santos, que reuniu mais de 9 milhões de votos, lhe deixou com várias experiências como que "a política se faz aliando-se".

 

"Também me ensinou a ver que muitas vezes um está cheio de preconceitos injustos e basta lhe dar a oportunidade de trabalhar juntos para descobrir a falsidade desses preconceitos ou seu exagero", disse o político do Partido Verde, que obteve 27,5% dos votos contra 69% de Santos.

 

Sobre os acordos, indicou que ainda que as alianças que tinham planejado foram derrubadas quando Santos o superou no primeiro turno de 30 de maio por uma alta margem de votos, ainda que as pesquisas indicassem a possibilidade de um empate técnico.

 

Com a "ventania não programada" que alçou Santos, "as pessoas mais realistas correram para aliar-se com o favorito à presidência", apontou.

 

Não obstante, os verdes, com Mockus e Sergio Fajardo como candidato a vice-previdência, somaram neste turno 3,5 milhões de votos (27,52%).

 

Se trata de um número histórico para um movimento independente na Colômbia, país que passou de uma alternância de poder entre os partidos Liberal (PLC) e Conservador (PCC) à aparição de uma convergência de direitas que ameaça a permanência dessas duas formações tradicionais.

 

O futuro do Partido Verde se definirá na reunião prevista para próximo agosto, em um congresso nacional que definirá uma rota de fuga para as eleições regionais de 2011.

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