Morales acusa EUA e Espanha de conspiração

Boliviano diz que além a ação é conjunta com setores conservadores de seu país

Efe

06 de janeiro de 2008 | 01h47

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste domingo que há uma conspiração internacional contra seu Governo organizada em partidos dos Estados Unidos e da Espanha junto com setores conservadores bolivianos, mas não deu outros detalhes sobre a denúncia. "Não é casual que alguns partidos da Espanha, da Europa e principalmente dos Estados Unidos permanentemente estejam planejando, dia e noite, como vão fazer esta mudança fracassar, não só na Bolívia, mas na América Latina", ressaltou Morales. Segundo o chefe do Estado boliviano, os partidos, os quais não foram especificados, conspiram da mesma forma que os movimentos opositores contra as reformas que ele promove na Bolívia e que, acrescentou, pretende consolidar este ano. "Felizmente na América Latina há democracias libertadoras e não submetidas ao império", disse Morales em discurso pronunciado aos seus seguidores na cidade de Cochabamba. Em novembro, o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, acusou o ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar e o Partido Popular de conspirar contra Morales junto com as regiões bolivianas que pedem autonomia. Quintana afirmou então que tinha "notas de imprensa" para provar a acusação. Em uma delas, acrescentou, indicava-se que "Aznar anuncia que usará sua fundação na Espanha para combater" os Governos de Hugo Chávez, na Venezuela, Fidel Castro, em Cuba, e Evo Morales, na Bolívia. O Executivo boliviano também acusou várias vezes o embaixador dos Estados Unidos em La Paz, Philip Goldberg, e a agência de cooperação USAID de fazer parte do complô. Hoje, também insistiu em que nas "últimas semanas" os "pequenos grupos conservadores" continuam conspirando e que 80% dos veículos de comunicação são contra seus projetos. Morales se reuniu em Cochabamba com seus partidários para começar uma campanha a favor do projeto de nova Constituição que promove e contra os estatutos autonomistas impulsionados nas regiões de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, lideradas por opositores. O presidente boliviano e os governadores regionais do país, entre eles seis opositores, se reunirão na segunda-feira em La Paz para discutir o projeto constitucional e os estatutos, mas as partes continuam divergindo em suas posições.

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