Morales não descarta romper relações da Bolívia com o Peru

O presidente da Bolívia, Evo Morales, deixou aberta nesta quarta-feira a possibilidade de romper as relações diplomáticas com o Peru, como consequência do asilo dado por Lima a ex-ministros bolivianos processados por genocídio.

REUTERS

13 de maio de 2009 | 19h19

"Vamos definir oportunamente. Está em debate interno, faz parte de um debate e de uma análise profunda dentro do governo", respondeu o presidente boliviano em entrevista, quando perguntado sobre se esperava uma ruptura diplomática entre os dois países membros da Comunidade Andina.

Morales fez a declaração a correspondentes internacionais um dia após o governo peruano de Alan García confirmar que deu asilo a três ex-ministros bolivianos que devem ser julgados, na próxima semana, após acusações de massacre e crimes econômicos.

Estes três ministros integram uma lista de 17 pessoas, lideradas pelo ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada -- refugiado nos Estados Unidos -- que enfrentam processos de responsabilidade por um massacre de manifestantes e delitos econômicos cometidos em outubro de 2003.

"Estamos analisando seriamente estas atitudes do presidente Alan García e seu governo. Estas atitudes... põem em alto risco as relações diplomáticas (do Peru) com o governo e com o povo boliviano", disse Morales.

A crise foi iniciada no último domingo, quando o presidente boliviano classificou como "provocação" a decisão peruana de dar o asilo solicitado por três ex-ministros, que fugiram com a aproximação do julgamento que encerrará um processo iniciado há mais de cinco anos após denúncia de Morales, então deputado.

(Por Carlos A. Quiroga, com reportagem de Diego Oré)

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