Morales pede apoio militar e policial para referendo na Bolívia

Cinco governadores de oposição rejeitaram o referendo proposto pelo governo para o dia 10 de agosto

REUTERS

24 de junho de 2008 | 15h50

O presidente boliviano, Evo Morales, que tem sofrido oposição de um grupo de governadores que decidiram não acatar o próximo referendo revogatório de mandatos, pediu na terça-feira, 24, à polícia e às Forças Armadas do país que façam com que a constituição seja respeitada.  Bolívia: cinco governadores pedem eleições antecipadasUm dia depois de cinco governadores recusarem o referendo revogatório convocado para 10 de agosto e exigirem que as eleições sejam feitas mais cedo, o presidente respondeu que não cederá às pressões contra a sua "refundação" do país. "Quero pedir à polícia nacional e às Forças Armadas (que) dêem o exemplo de respeitar normas e fazer respeitar a constituição", disse Morales, durante discurso em um ato para comemorar o aniversário da polícia boliviana. Morales afirmou que não convocou o referendo, mas somente aceitou este "desafio" feito no ano passado por vários governadores e convocado em maio pelo congresso, por iniciativa da oposição. "Os que querem que eu saia agora não querem ir ao referendo revogatório, não querem que o povo, neste processo de aprofundamento da democracia, tenha o direito de não só escolher as autoridades, mas também derrubar presidentes, vice-presidente e governadores", acrescentou.  

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