Morales pede que Lugo apóie luta pela integração da AL

Líder indígena apelou à unidade das forças armadas dos países sul-americanos para promover a 2ª 'libertação'

Efe,

14 de junho de 2008 | 22h41

O chefe de Governo da Bolívia, Evo Morales, convidou neste sábado, 14, o presidente eleito do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, a apoiar a luta pela igualdade, justiça social e integração na América Latina. Morales, Lugo e o atual presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, protagonizaram os atos do 73º aniversário do final da Guerra do Chaco (1932-1935), que teve que ser transferido de lugar devido a protestos da oposição boliviana.  Em discurso, o presidente boliviano voltou a afirmar perante os dirigentes paraguaios sua aposta pela "grande unidade" da América Latina e reivindicou o apoio do Paraguai. Morales pediu ainda que o presidente eleito paraguaio compartilhe "sua experiência a serviço do povo" para "uma melhor integração e uma melhor justiça social". Sobre a integração regional, o líder indígena apelou à unidade das forças armadas dos países sul-americanos e a sua participação ativa para "dignificar" ambos os povos, lutar por sua soberania e encorajar "a segunda libertação" do continente. Neste sentido, se referiu à iniciativa dos países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e disse estar feliz que a classe política "finalmente" aposte por uma união da América do Sul. Nicanor Duarte também mostrou sua satisfação de que tenha surgido a idéia de criar forças armadas na América do Sul "unidas e supra-regionais", para defender os recursos estratégicos da região, entre eles o petróleo, a energia e a água. O presidente do Paraguai sustentou que a América Latina vive hoje "um momento de partos dolorosos", porque "estão se rompendo os velhos paradigmas de exclusão e injustiça" nos lugares onde "as comunidades se mobilizam e os setores sociais postergados começam a se fazer escutar". O paraguaio também se mostrou convencido de que o próximo Governo de seu país acompanhará o novo processo vivido na América Latina, já que Fernando Lugo, conforme destacou Duarte, é um "homem que surgiu das lutas sociais" que defende as políticas públicas e o papel do Estado na democracia.

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