Morales pede 'unidade latino-americana, sem amos e sem donos'

Líder boliviano propõe gestões para uma unidade, buscando a retomada das relações entre Equador e Colômbia

Efe,

18 de abril de 2008 | 20h12

O presidente da Bolívia, Evo Morales, reivindicou nesta sexta-feira, 18, uma "unidade latino-americana sem amos e sem donos", após expressar sua preocupação com o conflito entre Colômbia e Equador, cujas relações estão rompidas desde março. Morales fez o apelo durante o 117º aniversário do Colégio Militar do Exército, onde também insistiu em pedir a unidade em seu país, afetado pelo conflito que opõe o presidente com a oposição autonomista de quatro regiões. Veja também:Enviado da OEA alerta para risco de violência na Bolívia O chefe de Estado afirmou que vê "com muita preocupação" as diferenças entre os "irmãos presidentes" da Colômbia, Álvaro Uribe, e Equador, Rafael Correa, seus povos e suas Forças Armadas. Por isso, elogiou o fato de os dois países estarem buscando resolver seus problemas na Organização dos Estados Americanos (OEA). "Nem as relações diplomáticas nem os acordos bilaterais podem ser entendidos como submissão de um país a outro ou de outro país a muitos países. Fazer gestões para uma unidade latino-americana sem donos, sem amos, parece-me importante", afirmou. As relações diplomáticas entre Bogotá e Quito foram rompidas depois da incursão militar colombiana a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador em 1º de março. A ação deixou 26 mortos, entre eles "Raúl Reyes", porta-voz da guerrilha, assim como um equatoriano e quatro mexicanos. Morales também defendeu que no futuro os países "se libertem definitivamente" e que "sejam eliminadas as bases militares estrangeiras", como afirma que ocorrerá com a Bolívia com a vigência do novo projeto de constituição que impede instalações militares de outros países.

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