Morales propõe estatizar futebol boliviano para salvá-lo da crise

Autoridades consideram que a existência de três órgãos representativos significa um problema para o esporte

Efe,

11 de setembro de 2009 | 14h10

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou à imprensa de seu país que é preciso "estatizar" o futebol local, após sua seleção ter sido novamente eliminada em Eliminatórias para a Copa do Mundo.

 

"O futebol tem caráter autônomo, mas é preciso estatizá-lo para ter uma representação digna", disse Morales ao jornal boliviano La Razón. Na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, a seleção do país perdeu em casa para o Equador por 3 a 1.

 

A derrota significou o fim da invencibilidade conseguida nas últimas três Eliminatórias Sul-Americanas na capital La Paz, onde os jogos são realizados em um estádio que fica 3.600 metros acima do nível do mar.

 

Em entrevista à rádio estatal Patria Nueva, o vice-ministro de Esportes, Víctor Barrientos, disse que é preciso "uma grande vontade de mudança nas estruturas" do futebol nacional, para permitir à seleção ser mais competitiva.

 

Segundo Barrientos, a existência de três lideranças, que são a Federação Boliviana de Futebol (FBF), que se ocupa da seleção, a Liga Profissional do Futebol Boliviano, que trabalha com os clubes da primeira divisão, e a Associação Nacional de Futebol, que controla a segunda, é um problema para que o esporte seja melhor administrado no país. O presidente da FBF, Carlos Chávez, já cogitou a união dessas três instituições, mas sob o comando da Federação comandada por ele.

 

Após a participação na Copa de 1994, nos Estados Unidos, e o vice-campeonato da Copa América de 1997, disputada na Bolívia, a seleção boliviana não conseguiu outros bons resultados em torneios internacionais. EFE

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