Morales questiona 'moral' dos EUA para acusar de terrorismo

O presidente boliviano, Evo Morales, questionou no sábado a "autoridade moral" dos Estados Unidos para acusar outras nações de "terrorismo", como fez a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ao se referir ao Irã.

REUTERS

12 de dezembro de 2009 | 18h42

Hillary Clinton alertou na sexta-feira os países latino-americanos que uma aproximação da república islâmica teria consequências e classificou o país como "o maior partidário, promotor e exportador de terrorismo do mundo".

"Os Estados Unidos não têm autoridade moral para falar de terrorismo e acusar outras nações de promovê-lo", disse Morales na cidade de Cochabamba, horas antes de viajar a Cuba para participar da reunião de cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba)).

"Dizem que o Irã exporta terrorismo. (Os que fazem) são os que mandam tropas a outros países, os que instalam bases militares (...) é o governo dos Estados Unidos que pratica e faz terrorismo neste momento", acrescentou.

Desde que Morales assumiu a presidência em 2006, as relações diplomáticas entre Bolívia e EUA se deterioraram, diferentemente dos laços com o Irã.

Duas semanas atrás, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, realizou uma viagem pela América Latina que incluiu Bolívia, Brasil e Venezuela.

(Reportagem de Diego Oré)

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