Morre capitão do barco que levou Fidel para revolução cubana

Norberto Collado foi o timoreiro o Granma, iate que hoje dá nome ao jornal oficial do governo de Havana

Efe,

03 de abril de 2008 | 09h59

Faleceu na terça-feira, 2, em Havana o capitão de navio Norberto Collado, timoneiro do iate Granma, no qual Fidel Castro chegou a Cuba, procedente do México, em 1956, para iniciar o levantamento armado contra o ditador Fulgencio Batista. Meios de imprensa locais informaram que Collado faleceu na madrugada, mas não especificaram os motivos. Collado ingressou na Marinha de Guerra de Cuba durante a Segunda Guerra Mundial, onde foi técnico de sonar em tarefas de detecção e afundamentos de submarinos. Em 1943, participou do afundamento do alemão U-Boat 176, e era muito temido na época pela quantidade de navios que tinha feito desaparecer nas águas do Atlântico, segundo indica a Agência de Informação Nacional. Após desembarcar em Cuba no dia dois de dezembro de 1956, foi capturado e condenado a prisão até o triunfo da revolução, em 1º de janeiro de 1959, momento no qual se incorporou à Marina de Guerra Revolucionária. Desde 1981, Collado estava encarregado de cuidar da réplica do iate que se encontra no memorial situado em Havana em homenagem à expedição de 82 homens que chegou a Cuba desde o exílio há 52 anos.

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