Morre um imigrante por dia na fronteira entre México e EUA

O pior ano para os imigrantes ilegais foi 2005, com 516 mortes. Em 2006, o número baixou para 485

EFE,

03 de novembro de 2007 | 02h35

Pelo menos um imigrante ilegal morre a cada dia em sua tentativa de deixar o México e entrar nos Estados Unidos, disse o missionário italiano Francisco Pellizzari, durante uma missa pelos imigrantes mortos, na cidade fronteiriça de Nuevo Laredo. Pelizzari, diretor da Casa do Migrante Nazareth disse à EFE que a primeira celebração foi feita em Tijuana, em 1997. Atualmente as missas pelos imigrantes mortos acontecem em cidades fronteiriças do norte e sul do México e na Guatemala. O missionário disse que este ano foram 345 mortes na fronteira. Mas após o endurecimento da política migratória e do aumento da vigilância na fronteira americana, a média subiu para uma morte por dia. Pellizzari acrescentou que, desde 1994, ano em que chegou com sua missão à fronteira, foram registradas mais de 4.500 mortes de imigrantes. Mas podem ser mais, pois alguns corpos nunca foram recuperados. O pior ano para os imigrantes ilegais foi 2005, com 516 mortes. Em 2006, o número baixou para 485. "Como pessoas de fé acreditamos que é importante orar pelas pessoas que morreram, sobretudo pelas famílias dos imigrantes que morreram e não foram identificados, que são muitos", afirmou. O sacerdote disse que o objetivo das missas na fronteira é criar consciência sobre a situação sócio-econômica dos imigrantes e de seus direitos. Pllizzari acrescentou que este ano a Casa que dirige espera atender a cerca de 10 mil imigrantes, contra 9.470 do ano passado.

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