Mortes suspeitas por gripe suína chegam a 81 no México

Até a tarde deste sábado, foram internados 1.324 pacientes que estiveram ou estão atualmente em estudo

EFE

26 de abril de 2009 | 01h31

O ministro da Saúde do México, Angel Córdova, informou neste domingo que as autoridades contabilizaram 81 mortes suspeitas de terem sido causadas pelo surto de gripe suína, mas apenas 20 casos foram confirmados como causadas pelo vírus.

 

Este sábado, acrescentou Córdova em entrevista coletiva, aconteceram mais oito mortes, mas ainda não se sabe se foram causadas pela doença. O ministro detalhou que desde o dia 13 de abril, quando morreu a primeira pessoa vítima do surto viral, e até a tarde deste sábado, foram internadas nos hospitais do sistema de saúde um total de 1.324 pacientes que estiveram ou estão atualmente em estudo.

 

No relatório da sexta-feira, Córdova disse que havia 1.004 casos e 48 mortes suspeitas e 20 confirmadas, principalmente na Cidade do México e sua zona metropolitana. Este sábado disse que a maior parte de casos aconteceram na capital, seguida do vizinho Estado do México e de San Luis Potosí, no centro-norte do país, onde foram reportados 62 prováveis casos de contágio.

 

Do outros 32 estados mexicanos, em 15 não há nenhum relatório de casos e em 14 se apresentam menos de 30 possíveis casos de possível contágio. Por isso, o ministro considerou que o vírus "não está espalhado em todo o país".

 

O primeiro caso de morte reportado e confirmado ocorreu no estado de Oaxaca em 13 de abril e se tratou de uma mulher, revelou depois. Segundo o ministro, em função do perfil das vítimas, o principal grupo de risco são as pessoas em "idade produtiva", entre os 20 e 50 anos.

 

Nenhuma criança morreu por este mal porque têm supostamente "um fator de imunidade" perante o vírus, embora se desconheça qual seja. Especialistas americanos e da Organização Pan-americana da Saúde chegaram ao México para apoiar os trabalhos epidemiológicos.

 

Graças à aquisição de um equipamento especial, na próxima terça-feira se poderá realizar o estudo virológico no país, já que até agora as autoridades tiveram que enviar os testes para laboratórios dos EUA.

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