Mortos em festa de estudantes no México sobem para 16

Motivo do ato ainda é desconhecido; região tem alto índice de crimes relacionados ao narcotráfico

Associated Press,

01 de fevereiro de 2010 | 20h07

O número de mortos depois de um ataque a uma festa de estudantes no dia 31 aumentou nesta segunda-feira, 1º, para 16, em um ato em que as autoridades temem ter sido cometido "a esmo" por não encontrarem motivos para o ataque.

 

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Em Cidade Juárez, onde houve milhares de assassinatos violentos nos últimos anos, as autoridades oferecem um milhão de pesos (pouco mais de US$ 76.200) a quem der informações sobre os responsáveis do atentado que deixou 16 mortos e 12 feridos.

 

"Não há uma razão lógica, uma razão concreta pela qual se deu este evento, é algo que nos preocupa, atos de delinquência fortuita como este a esmo, pode-se dizer... Vai muito mais além do que havia vindo sucedendo e põe a Cidade Juárez em uma situação de muito mais perigo", disse à Rádio MVS o prefeito da cidade, José Reyes Ferriz.

 

Ao menos 15 pistoleiros realizaram disparos na meia-noite do sábado em uma casa onde cerca de 28 pessoas, na maioria jovens entre 15 e 20 anos, faziam uma festa. Alguns deles tentaram fugir pelas casas vizinhas.

 

O fim de semana foi particularmente violento em zonas do México como Torréon, no estado do norte de Coahuila, onde 10 pessoas morreram e 15 ficaram feridas em um bar, onde várias pessoas chegaram atirando.

 

Nesta segunda, novamente em cidade Juaréz, quatro homens e uma mulher foram assassinados também em um bar.

 

No estado de Sonora, as autoridades informaram que na localidade de Magdalena morreram sete pessoas em um enfrentamento entre dois grupos rivais.

 

No sul do país, no estado de Guerrero, foram reportados dois atos violentos em dois locais diferentes, nos quais morreram duas pessoas e mais seis ficaram feridas, incluindo quatro policiais atacados por granadas.

 

 

Familiares das vítimas da festa do fim de semana em Cidade Juárez afirmaram que os jovens não tinham ligação com delinquentes.

 

Só em 2009 foram assassinadas mais de 2.250 pessoas em Cidade Juárez, o que a classifica como localidade com maior número de crimes dolosos.

 

A violência relacionada com o crime organizado já causou mais de 15.000 assassinatos em todo o país desde dezembro de 2006, quando o presidente Felipe Calderón declarou uma luta frontal contra os cartéis de drogas.

 

No estado ocidental de Michoacán, a Procuradoria reportou a existência de ao menos redes de narcotráfico formadas pelo cartel 'La Familia', inimigo do grupo 'Zetas'.

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