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Mudança política dos EUA para Cuba é 'cosmética', diz Havana

Governo Obama retirou restrições para viagens à ilha e envio de dinheiro; flexibilização é 'verniz para sanções'

04 de setembro de 2009 | 19h44

A flexibilização das viagens e envio de remessas de dinheiros de cubano-americanos para a ilha, regulamentadas pela administração Barack Obama, são um "verniz cosmético para as sanções brutais", afirmou o site oficial cubano Cubadebate. O portal lembra que as medidas já haviam sido anunciadas "há 150 dias e não estavam implementadas", e que as regras "encarregam-se de estipular a quantidade de dinheiro a ser gasta em Cuba", segundo a agência France Presse.

 

A partir de agora, os cubano-americanos poderão visitar parentes mais distantes na ilha, não apenas filhos e pais, sem limite de permanência ou de frequência. Eles também poderão gastar até US$ 180 dólares por dia em Cuba. Segundo o Tesouro americano, o objetivo da flexibilização das restrições é "promover um contato mais próximo entre membros da mesma família que moram separados."

 

Além do alívio dessas restrições, o governo americano anunciou ainda na quinta-feira que empresas de telecomunicações dos EUA estão autorizadas a realizar negócios com Havana e fornecer serviços de internet por fibra óptica e de telefonia celular.

 

Quando as mudanças foram anunciadas por Obama, em abril, o presidente cubano Raúl Castro e seu irmão Fidel, ex-ditador, as qualificaram como "mínimas, mas positivas", e voltaram a exigir o fim do embargo comercial contra a ilha - algo que os EUA se recusam a fazer até que haja mudanças estruturais na ilha, como eleições livres e liberdade para presos políticos.

 

(Com BBC Brasil)

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