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Na Argentina, mãe de Betancourt pede apoio de presidentes

Yolanda Pulecio pede aos chefes de Estado "que encontrem uma maneira das Farc libertarem sua filha"

Agências internacionais,

09 de dezembro de 2007 | 14h28

Yolanda Pulecio, mãe da ex candidata presidencial da Colômbia, Ingrid Betancourt, pediu neste domingo, 9, em Buenos Aires  "o apoio de todos os chefes de Estado presentes na Argentina para que encontrem uma maneira" das Farc libertarem sua filha.   "Peço o apoio de todos os chefes de Estado presentes neste momento na Argentina para que sem mais discussões busquem uma maneira com que a Ingrid seja libertada, e também as outras pessoas, como as mulheres e os enfermos que estão na selva", declarou Yolanda.   A mãe de Betancourt aproveita a estadia de nove chefes de Estado e de alguns líderes políticos em Buenos Aires, que participarão na segunda da cerimônia de posse de Cristina Kirchner como presidenta da Argentina, para pedir apoio para libertação sua filha.   "Espero que (a libertação) seja o mais rápido possível e, como disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o sonho é que aconteça antes o Natal. O mesmo me disse Chávez", que tentou intermediar a libertação dos reféns das Farc, enfatizou Yolanda.   Neste domingo, Yolanda se encontrou com o chanceler argentino, Jorge Taiana, e com o primeiro ministro francês, Francois Fillon. Jorge Taiana, disse que seu país tem "a melhor disposição para colaborar" com a busca de uma solução para o conflito colombiano.   A mãe de Betancourt disse ainda que reza para que o governo de Alvaro Uribe não encontre sua filha. A ex-senadora franco-colombiana foi sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em fevereiro de 2002, durante sua campanha eleitoral, e desde então a família de Betancourt mantém uma intensa luta para conseguir a liberdade dela, sem saber se está viva. Vídeos recentemente divulgados, nos quais pode se ver uma Betancourt debilitada e desanimada em meio à selva colombiana, reavivaram os pedidos internacionais às Farc. "Eu peço a Deus todos os dias que o governo da Colômbia não saiba onde está minha filha", disse Yolanda Pulecio a jornalistas em Buenos Aires. "Tenho muito medo da prova de vida da minha filha, por medo de que as pessoas descubram e saibam onde se encontra a minha filha e o presidente (Uribe) mande operações militares, e que a matem e justifiquem a guerra dizendo que a guerrilha a matou", acrescentou Yolanda. As imagens de prova de vida de Ingrid comoveram o mundo e levaram o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a enviar uma mensagem ao presidente argentino Néstor Kirchner para pedir ajuda na tentativa de libertar Betancourt e outros 44 reféns que seriam usados como "moeda de troca" para os governos libertarem 500 guerrilheiros presos.  Alvaro Uribe irá a Buenos Aires na segunda-feira para a posse de Cristina Kirchner, onde conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem se mostrado disposto a cooperar com a Colômbia.

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