Na categoria mais forte, Felix ameaça América Central

Turistas continuam hospedados na costa ameaçada em Honduras; moradores já estocam suprimentos em Belize

Agências internacionais,

03 de setembro de 2007 | 07h51

O furacão Felix se transformou rapidamente em um perigoso furacão de categoria 5 e ao tomar o rumo da península de Yucatan, no México, ele rapidamente ganhou força e, com ventos de até 270 km/h, o fenômeno pode se tornar uma tempestade "potencialmente catastrófica". De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC), o Felix deve atingir a costa de Honduras na terça-feira antes de chegar à Belize na quarta.  Veja também: Rota do furacão Felix  Ainda que tenha causado alerta, o Felix seguia distante da costa e não ofereceu ameaça às Antilhas, por onde passou no domingo  desfolhando árvores e provocando enchentes com suas chuvas.Um alerta foi acionado em partes de Honduras, onde autoridades estão fechando os olhos para as possíveis conseqüências do furacão e ainda não iniciaram a retirada da população dos locais de risco. Ao longo da costa, turistas continuam hospedados nos hotéis na região que pode ser atingida pelo fenômeno.Em Belize, moradores já estocaram suprimentos de água e comida e reforçaram portas e janelas para garantir a proteção dos fortes ventos. Os que vivem nas regiões mais baixas estão procurando abrigo em locais mais altos, por conta das possíveis enchentes.No início da manhã desta segunda-feira, o Felix estava a cerca de 440 km de Kingston, Jamaica. A região foi devastada pela passagem do Dean  há duas semanas. FuracõesO Felix tornou-se o segundo furacão da temporada 2007 de tempestades do Atlântico - que deve durar até o meio de outubro e que tem o dia 10 de setembro como provável ápice - , seguindo a trilha do Furacão Dean, que matou 27 pessoas no mês passado na região. Os especialistas do Centro Nacional de Furacões americano, baseado em Miami, afirmam que o Felix se fortaleceu com uma velocidade das mais rápidas já medidas - no total, em 36 horas. Antes de 2005, quando quatro desta magnitude foram vistos (o Katrina entre eles), só em duas ocasiões o Caribe enfrentou mais de um furacão desta proporção no mesmo ano. Nesta temporada, que começou em 1º de junho e acabará em 30 de novembro, se formaram cinco tempestades tropicais, "Andrea", "Barry", "Chantal", "Dean" e "Erin". "Dean" se tornou o primeiro furacão da temporada na bacia atlântica e alcançou a categoria 5 quando atingiu a península mexicana de Yucatan. A temporada de furacões terá uma atividade ciclônica superior ao normal, segundo o professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (Estados Unidos), William Gray, mas não será "hiperativa" como a registrada em 1995, 2004 e 2005. Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (OAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões. Destes, três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade (categoria 3, 4 ou 5, as maiores da escala Saffir-Simpson).

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