Na ONU, Evo diz que ocorre 'rebelião' contra o capitalismo

Presidente boliviano defende acabar com modelo econômico, denunciar guerras e mundo sem imperialismo

Efe,

23 de setembro de 2008 | 21h39

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta terça-feira, 23, na ONU, que está ocorrendo "uma rebelião de povos contra um modelo econômico, o capitalismo". O presidente boliviano aproveitou seu discurso perante a Assembléia Geral para criticar a política dos Estados Unidos para seu país.   Veja também: Campesinos leais a Evo cercam cidade opositora Bolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analista Bolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Imagens das manifestações     Ele destacou que seu governo decidiu expulsar o embaixador dos Estados Unidos na Bolívia por não condenar os "atos de terrorismo" que estavam ocorrendo no país, em alusão aos recentes confrontos violentos entre grupos autonomistas e seguidores de Evo Morales. "Há algumas listas negras para castigar governos e se desautoriza o governo nacional sob pretexto de luta contra o narcotráfico", disse.   Evo denunciou que em seu país havia uma "conspiração permanente" de pequenos grupos contra o processo de mudança implementado por seu governo e que alguns setores conservadores "tentaram nos desgastar desde o primeiro dia de governo."   "Quando chegamos ao governo nacional, encontramos com um escritório da CIA (agência de inteligência americana) no palácio", afirmou. O presidente boliviano disse que, graças ao apoio das nações da União de Nações Sul-americanas (Unasul), foi derrotada a tentativa de golpe de estado civil em seu país.   Ele destacou ainda que seu governo começou a desenvolver um catálogos de "dez mandamentos para salvar o planeta". Citou entre eles acabar com o capitalismo, denunciar as guerras, defender um mundo sem imperialismo nem colonialismo, viver em harmonia com a natureza, buscar serviços básicos como um direito humano e priorizar o consumo de produtos locais.

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