Na pobreza, cubanos vivem a 'dignidade revolucionária'

No interior dos cortiços, famílias vivem em um ou dois cômodos; apesar da situação, cubanos não se queixam

Roberto Lameirinhas, de O Estado de S. Paulo,

22 de fevereiro de 2008 | 17h12

A poucos quarteirões de Havana Velha - o centro histórico da capital cubana -, a Cuba real se apresenta. Sem a maquiagem do relativo luxo dos hotéis do centro da cidade que abrigam os turistas, surgem os velhos e deteriorados sobrados construídos há mais de cinco décadas, enfileirados em ruas estreitas e malcheirosas onde os cubanos sobrevivem com o que chamam de "moneda nacional": o peso cubano, unidade monetária que vale 25 vezes menos do que o peso conversível usado pelos estrangeiros.   Veja também: Após 49 anos, Fidel Castro renuncia A trajetória de Fidel Castro  Principais capas do Estadão sobre Fidel  Guterman: como a história julgará Fidel?   Fidel Castro: herói ou vilão?  Leia cobertura completa da renúncia de Fidel      No interior dos cortiços, famílias inteiras vivem em um ou dois cômodos. Apesar da precariedade da situação, os moradores não se queixam. Como em quase toda parte da capital, atenuam os possíveis efeitos da renúncia de Fidel Castro anunciada na terça-feira, 19, e crêem que o governo estuda ajustes na economia da ilha.   "Vivemos com dignidade revolucionária", disse ao Estado Ana Álvarez, delegada do Comitê de Defesa da Revolução (CDR), em seu pequeno cômodo onde vive com três netos. Há um CDR para cada quarteirão e eles são geralmente apontados como uma ferramenta do regime para vigiar e conter eventuais "atividades contra-revolucionárias".   Veja essa reportagem na íntegra na edição desde sábado, 23, de 'O Estado de Paulo'.

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