Não há sobreviventes entre os 21 ocupantes do avião que caiu no Chile

Quatro corpos foram levados à capital chilena e identificados; segundo ministro, impacto da aeronave no mar provocou a morte imediata dos passageiros

Estadão.com.br,

03 Setembro 2011 | 23h12

Centenas de pessoas prestaram homenagem, em frente à TVN, aos mortos no acidente aéreo ocorrido no Chile

O ministro porta-voz do governo chileno, Andrés Chadwick, confirmou não haver sobreviventes do acidente aéreo ocorrido no Chile na sexta-feira, 2, segundo o jornal La Tercera. Um avião militar, Casa 212, levava 21 passageiros ao arquipélago de Juan Fernández quando caiu no mar. "Lamentavelmente, não temos sobrevivente da tragédia", disse. Trata-se do pior acidente aéreo do país em quase 30 anos.

 

Anteriormente, o ministro da Defesa, Andrés Allamand, havia adiantado essa possibilidade em razão da intensidade do impacto da aeronave no mar. "Estamos trabalhando com a hipótese de que um impacto dessa natureza possa ter provocado o falecimento instantâneo da tripulação", disse Allamand.

 

Até o momento, quatro corpos foram resgatados e levados a Santiago. Eles foram identificados como Erwin Núñez, cabo da Força Aérea, Galia Díaz, funcionária do Conselho Nacional de Cultura, Roberto Bruce, jornalista do canal TVN, e Silvia Slager, produtora da TVN.

 

 Também estavam no avião o apresentador de TV Felipe Camiroaga, um dos mais populares da televisão chilena, e o empresário Felipe Cubillos, que apoiava a organização não-governamental Desafío Levantemos Chile, criada para impulsionar os trabalhos de reconstrução da região após o terremoto de fevereiro de 2010.

As quatro pessoas que integravam a equipe da TVN que viajava no avião planejavam fazer uma reportagem sobre os trabalhos de reconstrução da ilha, que foi castigada por violentas ondas após o terremoto de fevereiro do ano passado.

 

A operação de resgate, realizada pela Força Aérea e pela Marinha do Chile, envolveu seis aviões e duas fragatas. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, definiu o acidente como "um duro golpe" para o país, segundo o diário El Mercurio. "Quero solidarizar com eles (famílias afetadas) e dizer que o país compartilha essa angústia e incerteza que vivem".

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