Mauricio Dueñas/Efe
Mauricio Dueñas/Efe

'Não negociarei com as Farc enquanto houver reféns', diz Mockus

Candidato do Partido Verde à presidência da Colômbia se mostra incisivo quanto à questão

estadão.com.br

27 Maio 2010 | 11h19

BOGOTÁ - O candidato do Partido Verde à presidência da Colômbia, Antanas Mockus, disse que, se for eleito presidente, não negociará com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) enquanto estas mantiverem reféns.

 

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Em entrevista publicada pelo diário espanhol El País nesta quinta-feira, Mockus, que aparece praticamente empatado nas pesquisas com o candidato governista, Juan Manuel Santos, mostra-se firma quando ao tema do combate às Farc na Colômbia. Segundo o candidato, o grupo não deve ser definido como guerrilha e o compara aos terroristas europeus dos anos 70. "A motivação altruísta deixou de ser atenuante para ser agravante. O rebelde se tornou mais perigoso que o criminoso", disse.

 

A questão do combate às Farc é um tema delicado na Colômbia, e os candidatos à presidência preferem tratar cautelosamente a questão durante a campanha. Mockus, porém, mantém a postura incisiva quanto ao grupo. "Não quero nem ouvir falar de negociações enquanto o grupo armado mantiver reféns. Já caímos muitas vezes em armadilhas nas negociações", disse o candidato.

 

O assunto, aliás, será algo a ser tratado com a Venezuela, país com o qual a Colômbia não manteve boas relações sob a liderança de Álvaro Uribe. Segundo Mockus, os laços ruins entre os vizinhos permitiu que diplomatas venezuelanos não agissem contra as Farc, o que deve ser corrigido na próxima gestão. "Tenho um lado imprevisível que, espero, entre em convergência com o lado pouco previsível de Hugo Chávez", disse Mockus. "Há espaço para coisas boas e temos que ser prudentes", completa, dizendo que pedirá ao presidente Chávez que retire as Farc de seu território.

 

As eleições colombianas ocorrem neste domingo, 30. As pesquisas indicam um eleitorado dividido entre Mockus e Santos, e a disputa deve ir para o segundo turno. Santos tem o apoio do presidente Álvaro Uribe, mas aparece ligeiramente atrás do candidato do Partido Verde nas projeções para a segunda e definitiva rodada da votação.

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