'Não se pode fazer do terrorismo uma guerra santa', diz Amorim

Ministro brasileiro critica EUA por defender a relativização da importância das fronteiras sul-americanas

Patrícia Campos Mello, correspondente de O Estado de S. Paulo,

17 de março de 2008 | 18h21

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, atacou nesta segunda-feira, 17, a posição dos Estados Unidos, que defendem a relativização da importância das fronteiras na América Latina para o combate ao terrorismo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Não se pode fazer do terrorismo uma guerra santa que justifique liquidar com todos os princípios do direito internacional", disse o ministro, em Washington, respondendo a pergunta do Estado.   Em visita ao Brasil, na semana passada, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, afirmou que os países da região devem combater o terrorismo "dentro das suas fronteiras ou além de suas fronteiras", referindo-se à atuação das Farc em vários Estados da região.   O chanceler brasileiro afirmou estar otimista em relação a um consenso para a resolução da OEA. Mas havia forte pressão por parte do Equador para uma condenação da Colômbia por ter invadido o território equatoriano para atacar as Farc. Os EUA, por seu lado, pressionavam para que o texto inclua algum posicionamento sobre uma cooperação regional para combater as Farc.   Veja esta reportagem na íntegra na edição de terça-feira, 18, de O Estado de S. Paulo.

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