Não tenho como expressar minha felicidade, diz mãe de Clara

Clara González diz que agora que a filha foi libertada pelas Farc, sua missão será velar por crianças da Colômbia

Efe

10 de janeiro de 2008 | 16h04

Clara González de Rojas, mãe da ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas, libertada nesta quinta-feira,10, pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) junto à ex-congressista Consuelo González de Perdomo, disse não ter palavras para expressar sua felicidade ao receber a notícia. "Não acho que existam palavras para expressar a minha felicidade; talvez se note em meu rosto", disse a mãe da ex-refém, nas primeiras declarações concedidas após saber da libertação.   Veja também: Colômbia suspende operações militares Espanha confirma que menino é Emmanuel Saiba quem são as reféns Entenda o que são as Farc Cronologia: do seqüestro à libertação     Ao ser perguntada sobre como espera receber sua filha, ela disse que Clara "esteve tanto tempo fora do contato habitual com tudo o que significa a civilização" que não sabe o estado em que a encontrará.   "Tomara que tenha tido toda a paz e a tranqüilidade para meditar. Possivelmente iremos ao aeroporto (na Venezuela) para nos encontrarmos com ela", disse. "Agora minha missão será velar pelo bem-estar de todas as crianças da Colômbia", acrescentou.     Clara Rojas, seqüestrada em fevereiro de 2002, e Consuelo González de Perdomo, mantida em cativeiro desde setembro de 2001, foram libertadas nesta tarde pelas Farc, e devem viajar para a Venezuela, onde serão recebidas por seus familiares.   Yolanda Pulecio, mãe da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada em fevereiro de 2002 junto com Clara Rojas, também se manifestou nesta quinta. Ela pediu que sua filha esteja entre os próximos reféns soltos.   Em entrevista à Caracol Radio, afirmou que Ingrid "sofreu muito, toda a sua família precisa tê-la em seus braços, e precisamos que a guerrilha demonstre à comunidade internacional que está interessada em resolver o problema dos seqüestrados". Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, completa no dia 23 de fevereiro seis anos em poder da guerrilha.   Yolanda agradeceu "ao presidente (da Venezuela) Hugo Chávez e (à senadora colombiana) Piedad Córdoba que acompanharam o processo até que o fim". Ela reconheceu o esforço e o apoio internacional, do qual disse que "é a base do que está passando neste momento".   Anunciou ainda que vai viajar para Caracas ou Bogotá para ver o que mais pode fazer e afirmou que, assim como sua outra filha, Astrid, está muito "emocionada".   Texto atualizado às 19h

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