Narcotraficante mais procurado da Colômbia é preso

Governo oferecia recompensa de US$ 2 milhões pelo ex-comandante paramilitar Don Mário, detido nesta 4ª

Agências internacionais,

15 de abril de 2009 | 11h49

O governo da Colômbia anunciou nesta quarta-feira, 15, a prisão do narcotraficante mais procurado do país, Daniel Rendón Herrera, conhecido como "Don Mário". A captura foi divulgada por César Velásquez, chefe de imprensa da Presidência. Segundo Velásquez, Rendón foi preso na região do Urabá, no departamento (Estado) de Antioquia, norte colombiano. A Colômbia oferecia uma recompensa de 2 milhões de dólares a qualquer pessoa que ajudasse a capturar Rendón Herrera. Existe ainda contra ele um pedido de extradição para os Estados Unidos.

 

Rendón Herrera ofereceu neste ano a seus homens uma recompensa de aproximadamente mil dólares para cada policial que eles matassem, uma vez que as autoridades cercavam sua rede criminal.

Ele é acusado de enviar grandes carregamentos de cocaína para os Estados Unidos e encomendar vários assassinatos, entre outras acusações.  

 

"Foi capturado este narcotraficante que fugia da Justiça há tempos. É uma conquista das instituições colombianas, da polícia", disse a jornalistas Velásquez, no Rio de Janeiro, onde acompanha o presidente Álvaro Uribe em uma visita oficial. Mais de 500 membros da Polícia antidrogas participaram da operação na qual foi detido "Don Mario", cuja detenção aconteceu em San José, povoado rural de Necoclí, relataram à imprensa fontes desta força policial em um relatório preliminar.

 

O prefeito de Medellín, Alonso Salazar, assegurou que "pelo menos 40% das mortes violentas" registradas na cidade nas últimas semanas são obra do grupo de "Don Mário". Em entrevista à rádio Caracol, Salazar disse temer que a captura possa gerar uma onda de violência, "mas é preferível isso que ter esse tipo de pessoas soltas".

 

O ex-comandante paramilitar de direita foi o segundo na hierarquia do desaparecido Bloco "Elmer Cárdenas" (BEC) da organização Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que se dissolveu em meados de 2006 após desmobilizar mais de 31 mil paramilitares. O BEC era comandado por "El Alemán", apelido de Freddy Rendón, irmão de "Don Mario", e atuava nas selvas dos departamentos colombianos de Antioquia e de Chocó. Enquanto "El Alemán" se desmobilizou em virtude do processo de desarmamento, "Don Mario" seguiu na clandestinidade com um grupo armado de mais de mil paramilitares.

 

O estilo de "Don Mario" lembrava o mais conhecido barão da cocaína da Colômbia, Pablo Escobar, que promoveu uma guerra completa contra o Estado nos anos 1980 antes de ser mortos pelas forças de segurança em 1993.

 

 

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