Navios russos chegam à Venezuela para manobras militares

Chegada da frota coincide com visita de presidente russo ao continente; Medvedev está no Brasil desde 2ª feira

Agências internacionais,

25 de novembro de 2008 | 12h46

Navios de guerra russos chegaram nesta terça-feira, 25, à costa da Venezuela para manobras navais. A operação busca também mostrar o aprofundamento das relações entre o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o russo Dmitry Medvedev, que visita nesta semana o país sul-americano.   A frota russa, composta pelo cruzeiro de batalha nuclear "Pedro, o Grande", considerado um dos maiores navios de combate do mundo, o navio 'Almirante Chebanenko', entre outros navios de escolta, chegou a um píer militar do porto de La Guaira, cerca de 30 quilômetros ao norte de Caracas. Os navios entraram no porto e dispararam 21 salvas como saudação da frota russa a seus anfitriões venezuelanos, que responderam com o mesmo número de disparos de boas-vindas.   "Com a chegada da fragata Chabanenko, a Venezuela se veste de gala", disse o contra-almirante da Marinha venezuelana, Salvatore Cammarata, na cerimônia de recepção da frota que realizará exercícios conjuntos com as forças navais venezuelanas a partir de quarta-feira.   A manobra militar no Caribe, anunciada em setembro, foi interpretada por analistas como uma resposta de Moscou à presença militar dos Estados Unidos e de seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) no mar Negro, no extremo sul da Rússia, como conseqüência do conflito com a Geórgia. O presidente da Venezuela Hugo Chávez, porém, nega que a manobra pretenda confrontar o governo dos EUA e reeditar a polarização do período da Guerra Fria.   "Este é um velho plano. Trataram de especular que é a nova Guerra Fria, toda uma manipulação (...) isso não é nenhuma provocação, é um intercâmbio entre dois países livres e soberanos", disse Chávez na noite de segunda-feira ao anunciar a chegada dos navios. O presidente venezuelano disse que antigamente este tipo de exercício era realizado com os EUA. No entanto, "eles decidiram nos agredir política, econômica e militarmente, até que saímos desse sistema de defesa e estamos criando um próprio", acrescentou.   O presidente venezuelano não confirmou se ele e o chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev, visitarão a frota: "Não sei se teremos tempo de ir", disse. Também não precisou onde acontecerão as manobras e se limitou a indicar que a Venezuela tem um mar "muito grande", que suas águas "limitam com Porto Rico", e que entre Isla Margarita, no leste, e o arquipélago de Los Roques, a cerca de 150 quilômetros do litoral central, "há mais de 100 ilhas".   O comandante das Forças Armadas venezuelanas, Jesús González, disse que as manobras conjuntas começarão na quarta-feira, "em porto", e em 1º de dezembro, "em alto-mar". Em recente entrevista à Agência Efe, González disse que as manobras poderiam durar no máximo uma semana.

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