'Necessitado de carinho', sobre a visita de Bush à Albânia

Artigo assinado por Fidel Castro e publicado na edição de 14 de junho de 2007 do jornal cubano Granma: Certamente, o único lugar onde Bush recebeu carinho foi na Albânia e tanto assim que achou frio o recebimento que lhe ofereceram na Bulgária, onde era esperado por vários milhares de pessoas com bandeirinhas norte-americanas. O apoio de Bush ao ingresso imediato da Albânia na NATO e sua decisão de exigir a independência da província de Kosovo fizeram com que não poucos albaneses endoidecessem. Notícias da imprensa escrita e de outros meios informam que vários deles, perguntados por separado, responderam: "Bush é um símbolo da democracia. Os Estados Unidos, um protetor da liberdade dos povos." Milhares de soldados e policiais albaneses desarmados, porque assim o exigiram as autoridades ianques, formaram duas fileiras de mais de 20 quilômetros do aeroporto até a capital. O embaraçoso problema da independência de uma parte da Sérvia é muito controverso na Europa, como antecedente que pode ser acompanhado em vários países por mais outras regiões que dentro das atuais fronteiras exigem soberania. Foi assim que a Albânia passou da extrema esquerda para a extrema direita. Viver para ver! E ver para crer! Sérvia recebe não só um duro golpe político, mas também econômico. Kosovo possui 70% das reservas energéticas da Sérvia. Entre 1928 e 1999, ano da guerra da NATO contra a Sérvia, a província aportou 78% do zinco e da prata. Calcula-se que dispõe de 82% de suas possíveis reservas destes metais. Também ali se encontram as maiores reservas de bauxita, níquel e cobalto. Sérvia perde fábricas, terrenos e propriedades. Apenas fica com o dever de pagar a dívida externa que tem pelos investimentos que se realizaram em Kosovo antes de 1998. Neste instante recebi um cabograma da AFP que me obriga a escrever mais algumas linhas. Diz textualmente: "Moscou, 13 de junho de 2007. "Rússia acusa ocidente de discutir em secreto sobre a independência de Kosovo. "Na quarta-feira Rússia censurou aos países ocidentais o fato de terem trabalhado às escondidas e de maneira ‘unilateral’ para preparar a independência de Kosovo, segundo um comunicado difundido pelo Ministério das Relações Exteriores russo. "As ‘discussões’ secretas dão para entender que se prepara unilateralmente o terreno para a independência de Kosovo’, salientou o porta-voz do Ministério, Mijail Kamynin, fazendo referência à reunião que as potencias ocidentais realizaram na terça-feira em Paris, para a qual não foi convidado o governo de Moscou. "Essa atitude, continuou, é ‘inadmissível’ e, além disso ‘Rússia não foi convidada à reunião, o que não tem nada a ver com as declarações no sentido de procurar soluções de compromisso’, acrescentou."

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