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Negociador de Michelleti faz reunião surpresa com Zelaya

Empresário Arturo Corrales afirma que informações trocadas serão 'essencias' para resolução da crise

Efe,

20 de outubro de 2009 | 22h00

O empresário Arturo Corrales, membro da comissão do presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, dialogou nesta terça-feira, 20, com o governante deposto, Manuel Zelaya, sobre a crise política do país em uma reunião surpresa na embaixada do Brasil.    

 

Corrales declarou aos jornalistas em sua saída do local onde Zelaya permanece há um mês, que ambos apresentaram abordagens para chegar à solução final da crise.

 

A reunião, que durou cerca de uma hora, foi realizada devido a um "convite muito gentil (de Zelaya) o qual eu atendi" com a finalidade de falar sobre assuntos "que estão na pauta da crise", apontou Corrales, empresário e ex-presidente da Democracia Cristã.

 

 

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"Trocamos informações sobre o que tem acontecido na mesa de negociação, (Zelaya) me fez perguntas. Tudo de forma amigável", disse Corrales.

 

O empresário adiantou que as informações trocadas na conversa serão "essenciais para a solução final da crise do país".

 

"Estamos empenhados em buscar a solução que o país necessita", para sair da crise, enfatizou Corrales, que reiterou que o "diálogo não foi interrompido em nenhum momento", mesmo estando suspenso desde segunda-feira, 19, quando a comissão de Zelaya rejeitou uma proposta de Micheletti.

 

O representante de Micheletti foi à reunião com o ex-secretário pessoal do presidente deposto e presidente antecessor da Comissão nacional de Telecomunicações, Raúl Valladares.

 

O chefe da comissão de diálogo de Zelaya, seu ministro de Governo, Víctor Meza, admitiu que não sabia da reunião de Corrales, mas considerou o encontro válido no esforço das negociações para resolver a crise que se iniciou no dia 28 de junho com o golpe de Estado.

 

"Não me surpreende, o diálogo requer comunicação com os interlocutores válidos" que são Zelaya e Michelleti, disse Meza. Ele também afirmou que o diálogo está "parado", mas que pode ser destravado com uma "porposta inteligente".

 

Meza insistiu que qualquer proposta tem que ser "construtiva, que permita a solução", mas que não podem aceitar propostas como a que os represntantes de Micheletti apresentaram na sexta-feira, 16. "Aceitarmos que não houve um golpe de Estado, por Deus, não somos tontos para aceitar isso", comentou.

 

Meza declarou a Efe que a comissão de Zelaya estaria disposta a aceitar "elemntos novos" que não estão no acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

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