Negociadores franceses estavam perto de onde Reyes morreu

Negociadores franceses quebuscavam a libertação da refém franco-colombiana IngridBetancourt estavam perto de onde morreu o dirigenteguerrilheiro Raúl Reyes, disse na quarta-feira um militantecomunista argentino que iria se reunir nesta semana com oguerrilheiro. As forças colombianas invadiram no sábado o território doEquador para atacar um acampamento rebelde, operação queresultou na morte de 23 guerrilheiros das Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc), inclusive Reyes,considerado o número 2 da guerrilha. O incidente provocou uma grave crise diplomática,envolvendo Equador, Colômbia e Venezuela, que se solidarizou aQuito enviando tropas à fronteira. "Pela informação que temos, sabemos que havia pessoas dogoverno francês, gente encarregada de realizar as negociações,muito perto do acampamento de Raúl, poderíamos dizer a algumashoras de caminhada", disse à Reuters Patricio Echegaray,presidente do Partido Comunista da Argentina, para quem asnegociações pela libertação de Betancourt "estavam acelerando". O chanceler francês, Bernard Kouchner, revelou nesta semanaque Reyes era o contato de Paris para a libertação deBetancourt, sequestrada em 2002 quando era candidata apresidente da Colômbia. Echegaray iria se reunir na sexta-feira com Reyes numacampamento para ouvir um relato das Farc sobre os rumos domovimento depois da recente libertação unilateral de seisreféns. "É muito terrível o que fez [o presidente colombiano,Alvaro] Uribe, o que fez a Colômbia, porque no mínimo demora [alibertação de mais reféns], e essa demora no caso de Ingrid éuma demora que tem custos para a saúde dela", afirmou odirigente comunista. O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanosaprovou na quarta-feira uma resolução que afirma, sem condenar,que a Colômbia violou a soberania do Equador. As Farc anunciaram na terça-feira que a morte de Reyesafeta seriamente a possibilidade de um acordo que leve à trocade 40 reféns, inclusive Betancourt, por cerca de 500guerrilheiros presos. (Reportagem de César Illiano e Juan Bustamante)

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