Néstor Kirchner promete defender Cristina no Parlamento

Ex-presidente realiza a apresentação formal de sua campanha para deputado com toda pompa nesta quinta-feira

Ariel Palácios, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2009 | 11h22

O ex-presidente Néstor Kirchner - candidato a deputado federal nas eleições parlamentares do dia 28 de junho - declarou que defenderá no Congresso Nacional as políticas do governo de sua esposa e sucessora, a presidente Cristina Kirchner. "Tenho uma vontade bárbara de ir lá (no Congresso) debater!".

 

Kirchner negou as especulações que indicam que ele não assumiria o posto de deputado, e que sua candidatura tem apenas a intenção de angariar votos. "É óbvio que assumirei como parlamentar", retrucou. De 2003 a 2007, sua mulher , como senadora, encarregou-se de vigiar no Parlamento a fidelidade dos aliados do governo e de bloquear as tentativas da Oposição de derrubar medidas de seu marido. Nesta quinta-feira, Kirchner realizará a apresentação formal de sua campanha, com toda pompa, no Teatro Argentino da cidade de La Plata. O evento reunirá todo o primeiro escalão do governo e aliados.

 

O ex-presidente Kirchner é o cabeça da lista de deputados do governista Partido Justicialista (Peronista) e sua sub-legenda Frente pela Vitória (FpV) na província de Buenos Aires. A vitória no território bonaerense é crucial para os Kirchners, já que a província concentra 38% do eleitorado. Ali os Kirchners possuem seu maior reduto eleitoral. No entanto, diversas pesquisas indicam que eles só conseguiriam 35% dos votos do total do eleitorado. Os outros 65% dos eleitores optariam pelos vários partidos da Oposição.

 

Kirchner também afirmou que é um "absurdo" o rumor que indica que a presidente Cristina - em caso de derrota em junho - possa renunciar ao cargo. A Oposição, enquanto isso, tenta impugnar a candidatura de Kirchner, alegando que ele não possui direito de ser candidato pela província de Buenos Aires, já que seu título de eleitor, até o ano passado, estava registrado na província de Santa Cruz (onde Kirchner fez toda sua carreira política).

 

Para conseguir ser candidato, Kirchner alegou que reside na província de Buenos Aires desde 2003, quando foi eleito presidente e passou a viver na residência presidencial de Olivos, que está em solo bonaerense. No entanto, o processo de impugnação poderia demorar muito tempo. Na quarta-feira, o juiz eleitoral Manuel Blanco, encarregado do caso, afirmou que o assunto passaria inevitavelmente à Corte Suprema de Justiça.

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