Nicarágua confirma 40 mortes pela passagem do Felix

Governo ainda busca por dezenas de desaparecidos; Na costa oeste, Henriette perde força no México

Agências internacionais,

06 de setembro de 2007 | 11h42

Sobreviventes começaram nesta quinta-feira, 6, a remover os destroços deixados pela passagem do furacão Félix pela América Central, que matou pelo menos 42 pessoas e deixou dezenas de desaparecidos na Nicarágua e em Honduras.   Veja também:  Rota do furacão Felix   Felix e Henriette colocam autoridades em alerta   De acordo com as informações mais recentes divulgadas por autoridades locais, o balanço de vítimas subiu para pelo menos 40 pessoas mortas na Nicarágua e duas em Honduras.   Comida e combustível estavam em falta apesar de a ajuda emergencial já ter chegado a Puerto Cabezas, uma capital regional à qual o acesso é difícil até mesmo com o tempo bom.   O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, foi à Região Autônoma do Atlântico Norte (RAAN), declarada em "estado de desastre", para avaliar os danos.   "Ainda não temos uma dimensão clara de todo o impacto", admitiu o governante. Ele estava acompanhado por um oficial do Exército dos Estados Unidos, que coordenará a chegada de helicópteros americanos para participar de trabalhos humanitários. O primeiro deles aterrissou hoje em Puerto Cabezas.   O Comando Sul dos Estados Unidos informou que enviou à Nicarágua um dos navios que participa de uma manobra internacional no Panamá, o USS Wasp. Os militares vão apoiar os trabalhos de recuperação nas áreas afetadas pelo furacão.   O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU enviou hoje por via aérea 4,5 toneladas de feijão, arroz, milho, soja e óleo de cozinha, para alimentar a povoação litorânea de Bilwi, afetada pelo ciclone.   O furacão Félix, formado no Oceano Atlântico, entrou na Nicarágua como um furacão de categoria 5 (a mais devastadora e mortífera existente), provocando desabamentos e inundações. Dezenas de pessoas estão desaparecidas no mar e a tendência é de que o número de mortes aumente.   América do Norte   Na terça-feira, horas depois de o Félix ter atingido a América Central com força máxima, o Henriette, um furacão formado no Oceano Pacífico, atingiu pela primeira vez o México, entrando pela Baja Califórnia.   O furacão atravessou a península, retornou ao mar e ontem voltou a entrar no México pelos arredores de Guaymas antes de começar a perder força e transformar-se numa depressão tropical.   O furacão atingiu com força a região de Sonora, no noroeste do México, e deixou cerca de 13 mil desabrigados na Baixa Califórnia. O governo mexicano declarou estado de emergência na região, muito popular entre turistas, depois que os ventos atingiram velocidade de 140 quilômetros por hora.   No México, 800 pessoas foram retiradas de suas casas devido à iminente chegada da depressão tropical. As áreas de risco são a serra e a costa do Estado de Chiapas, segundo autoridades da Defesa Civil.   A expectativa é que o Henriette, que provocou a morte de nove pessoas, seja dissipado ao longo das próximas 24 horas, mas antes a tempestade deve avançar pelo norte mexicano e entrar no Estado americano do Novo México, passando por áreas de baixa densidade demográfica.

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