Nicarágua decreta luto de três dias após furacão Félix

Segundo comunicado, danos causados pelo furacão ainda não foram totalmente avaliados; mortos passam de 100

Efe,

10 de setembro de 2007 | 01h09

O governo da Nicarágua decretou luto nacional de três dias pela catástrofe causada pelo furacão Félix, que deixou 130 mortos e 150.542 desabrigados no Caribe Norte do país, segundo números oficiais. O decreto de luto nacional foi lido à imprensa pela primeira-dama, Rosario Murillo, porta-voz do governo da Nicarágua, que indicou que os danos causados pelo furacão ainda não foram totalmente avaliados. Durante esses três dias, a bandeira da Nicarágua será içada a meio mastro em todos os edifícios públicos do país. Uma entrevista coletiva reuniu o presidente Daniel Ortega, ministros, chefes militares e efetivos da Polícia. Em um novo relatório apresentado esta noite, foi informado que 138 nicaragüenses do litoral do Caribe continuam desaparecidos, 135 foram resgatados, e 1.277 estão desabrigados, embora grande parte destes esteja retornando a suas comunidades de origem. Ortega indicou que todas as informações sobre o impacto causado pelo ciclone continuam centralizadas e controladas pelo Exército, que fornecerá relatórios a cada doze horas. O chefe do Estado-Maior do Exército, general Julio César Avilés, precisou que ainda não é possível afirmar que "os desaparecidos estão mortos", porque os trabalhos de resgate continuam por terra, mar e ar. Acrescentou que 1.900 efetivos do Exército participam dos trabalhos humanitárias na região atingida pelo Félix no dia 4 de setembro.

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