No Brasil, Zelaya pede mais apoio dos EUA contra o golpe

Presidente deposto de Honduras diz ter vindo ao País para buscar estratégias mais enérgicas com Lula e Amorim

Associated Press,

12 de agosto de 2009 | 12h59

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, elogiou nesta quarta-feira, 12, o apoio do Brasil para que volte ao cargo e reclamou que os EUA poderiam fazer mais para pressionar o governo que assumiu o poder em seu país após um golpe de Estado em 28 de junho.

 

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"Os EUA tem tido uma posição firme, mas poderiam fazer mais porque 70% da economia de Honduras depende deles", disse Zelaya em entrevista à TV Brasil. "Minha presença aqui com o presidente Lula e o chanceler Amorim é para buscar estratégias mais enérgicas", afirmou Zelaya ao chegar na base aérea de Brasília.

 

O presidente deposto, que se reúne com Lula para pedir apoio contra o golpe, criticou seu sucessor, Roberto Micheletti. "Não negocia com terroristas, nem com criminosos. Ele deveria estar preso pagando os crimes que cometeu", disse.

 

O governo de Micheletti voltou a impor um toque de recolher no país após manifestações de rua pedindo a volta de Zelaya na terça-feira.

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