No Equador, 29 já morreram por consumo de álcool adulterado

Bebida continha metanol, que causa a morte em uma dose entre 60 e 250 centímetros cúbicos

Efe,

22 de julho de 2011 | 01h37

QUITO - O número de mortos por consumo de álcool adulterado no Equador chegou a 29 na quinta-feira, 21, depois do falecimento de mais quatro pessoas, informou o Ministério da Saúde Pública (MSP).

No total, 177 pessoas foram atendidas desde o início do surto, na semana passada. Dessas, 124 tiveram casos confirmados de intoxicação, enquanto o restante segue em avaliação.

 

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Isso indica que a taxa de letalidade em relação aos casos confirmados é de 23%, assinalou o Ministério em comunicado.

O álcool adulterado continha metanol, que causa a morte em uma dose entre 60 e 250 centímetros cúbicos, dependendo da pessoa.

As autoridades chamaram a atenção sobre a situação especialmente na província de Tungurahua, onde o aumento de casos fatais foi notório, acrescentado ao fato de que ali foi encontrada uma bebida associada à intoxicação com registro sanitário falsificado.

As autoridades detectaram a presença de álcool metílico na marca de vinho "Tentador", produzido em Tungurahua, segundo o ministério.

A província com maior número de óbitos continua sendo Los Rios, com 20, mas as mortes dos últimos dias ocorreram em outras partes do país, o que aponta que a bebida adulterada foi distribuída amplamente.

Os quatro falecimentos anunciados nesta quinta-feira ocorreram em Tungurahua, Azuay, Manabí e Guayas.

A lei seca, que proíbe a venda e o consumo de álcool, rege atualmente apenas em Los Rios, enquanto em todo o país segue vigente o estado de exceção, que facilita à Polícia e às forças armadas as apreensões de bebidas e as detenções.

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