No México, Dean perde força e vira furacão de categoria 1

Depois de atingir a terra com ventos de 260 Km/h, furacão perde potência; meteorologistas pedem atenção

Agências internacionais

21 de agosto de 2007 | 12h12

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira, 21, que o furacão Dean perdeu intensidade durante sua passagem pela península de Yucatán, no México, e tornou-se uma tempestade de categoria 1, com ventos sustentados de até 137 quilômetros por hora.  Veja TambémO rastro do furacão Dean  Dean chega ao México com força máximaFuracão provoca retirada de 18 mil no MéxicoDean adia eleições na Jamaica Na madrugada de terça-feira, o fenômeno meteorológico atingiu a região mexicana de Yucatán como furacão de categoria 5, e já é a mais intensa tempestade formada no Atlântico a atingir a terra em duas décadas. Ainda assim, a passagem do Dean pela península mexicana foi menos destrutiva do que se previa: o furacão tocou a terra em uma área pouco habitada, cuja população já havia sido retirada, e passou longe dos principais balneários turísticos da região.  Na cidade de Cancún, a sensação entre os turistas era de alívio, já que o clima parecia mais de um dia chuvoso do que de uma tempestade de grandes proporções.  No entanto, como as áreas afetadas pelos ventos mais fortes são pobres e remotas, ainda levará algumas horas para que se saiba a extensão da destruição. Apesar da diminuição da força do fenômeno - que de categoria 5 passou para 3, depois para 2 e, finalmente, para 1 -, meteorologistas alertaram a população e as autoridades mexicanas a manterem as precauções, pois, segundo eles, o furacão continua perigoso.  Segundo especialistas do NHC, a tempestade pode voltar a ganhar força quando atingir as águas mornas da Baia de Campeche, na costa oeste da península de Yucatán, mas não deve voltar a categoria 5. Destruição O Dean atingiu a categoria 5 na segunda-feira, ao tocar a costa mexicana perto da Costa Maya, um porto de navios de cruzeiro perto da fronteira com Belize. O furacão já matou 11 pessoas em sua passagem por ilhas do Caribe. Chetumal, cidade com 150 mil habitantes perto do local em que a tempestade chegou nesta terça, ficou sem energia devido à queda de postes e árvores, provocada pelos ventos constantes de 265 Km/h, com rajadas de até 320 Km/h. O estacionamento no subsolo de um hotel ficou repleto de hóspedes da cidade, devastada em 1955 pelo furacão Janet. Segundo o NHC, este foi o primeiro furacão da categoria 5 a atingir a terra firme na bacia do Atlântico desde o Andrew, em 1992. O Centro de Furacões prevê que o Dean continuará perdendo força, mas ainda deve ser um furacão ao sair da terra e entrar na baía de Campeche, onde a Pemex (estatal mexicana de petróleo) desativou todos os seus 407 poços de gás e petróleo, o que significa uma perda de produção de 2,65 milhões de barris de petróleo bruto por dia. Fortes chuvas atingiram também Belize, uma ex-colônia britânica com cerca de 250 mil habitantes e uma famosa barreira de corais. Fenômeno raro Furacões da categoria 5 são raros, mas em 2005 houve quatro deles, inclusive o Katrina, que devastou Nova Orleans. O aumento nas tempestades nos últimos anos dá força à tese de que o aquecimento global provocado pela atividade humana está contribuindo com a formação de fortes tempestades tropicais. Cancún e outros balneários foram devastados em 2005 pelo furacão Wilma, que destruiu praias, matou sete pessoas e deixou prejuízos de 2,6 bilhões de dólares. O Dean passou raspando pela Jamaica no fim de semana, e mesmo assim os ventos e chuvas causaram deslizamentos e quedas de árvores e postes, além de duas mortes. Desde que surgiu, a tempestade já matou 11 pessoas no Caribe, sendo quatro no Haiti. Moradores de áreas pobres normalmente são os mais afetados pelos furacões. O presidente mexicano, Felipe Calderón, deve abreviar sua visita ao Canadá, onde participa de uma cúpula, para acompanhar os trabalhos de emergência.  

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